quinta-feira, 29 de março de 2018

Um propósito: fazer tudo com amor!

Tive a sorte de fazer uma sessão de fotos há uns dois anos com uma fotógrafa muito fofa, super carinhosa, com um olhar muito meio, que eu adorei. Curti tanto o trabalho dela que fui lá conferir a página no instagram e no facebook. Entre postagens de fotografia tinha uma linda mensagem falando sobre o movimento do amor livre ou awaken love.
Foi desta forma que eu conheci o Sri Prem Baba: um líder espiritual que buscou na psicoterapia e nos princípios do hinduísmo, as bases para o movimento Awaken Love, com o propósito de criar as condições para o despertar da consciência amorosa no mundo.
Passei a seguir ele no youtube.

Comprei um livro: Amar e ser Livre.
Era tudo que eu queria ouvir naquele momento!
Adorei a forma como ele expôs que o amor precisa de espaço, precisa ser livre, sem posse, sem disfarces, como precisamos amar a nós mesmos em primeiro lugar, estar bem e em paz, para amar o outro, como não podemos depender do outro pra ser feliz, como todo apego e todo medo só destroem a relação...a importância do autoconhecimento para não trazer nossos dramas passados para assombrar a relação, não repetir o padrão negativo com cada relação no futuro, permitir-se amar e ser amado no presente. Enfim, cuidar da criança carente e teimosa que todos carregamos em nós para a vida adulta sem perceber.

Comprei outro: Propósito. A coragem de ser quem somos.
Só reforçou em mim a noção de que estamos nesse mundo para amar e ser amado. Não há espaço para o desamor, não há tempo para a dúvida. É preciso se conhecer antes de tudo, pensar que mal ainda precisa de cura dentro de nós, em que área da vida ainda estamos perdidos, fazer do amor o nosso propósito. Criar filhos em outra sintonia, sem deixar que se repitam na formação deles padrões que identificamos como negativos na nossa história. Sobretudo quebrar um ciclo vicioso em que não nos realizamos, nos sentimos vítima do outro, pondo fim à troca de acusações, passando a ser o responsável por nosso propósito, ficando presente no nosso momento, cultivando a positividade e a alegria.

Era tudo que eu precisava ouvir!

Oração e meditação são grandes instrumentos para sair do piloto automático que nos faz um verdadeiro joguete na mão de influências que não são a nossa essência. 
Cada vez minha busca pelo autoconhecimento vai me levando além, vou mudando o foco, percebendo o que é a prioridade agora, para que eu consiga expandir a minha consciência, desapegar das emoções que me limitam e sintonizar com o amor que tudo liberta.

Nas palavras do autor:

"O amor é a luz que nos habita, é o que nos move neste pano. todos os males deste mundo existem por causa do amor adormecido em nós. E quando falo adormecido, estou me referindo a um estado inativo. Quer dizer que o amor está presente, porém adormecido ou desativado. Assim como uma semente que não é plantada não pode transformar-se numa árvore e dar frutos, o amor adormecido não pode cumprir sua meta de expansão da consciência.
[...]
Assim como o propósito do sol é iluminar e aquecer, o propósito do ser humano é amar. Por isso, eu sempre digo que tudo se resume ao amor."

Agora estou lendo o terceiro livro dele: Transformando o sofrimento em alegria.
Não vou parar de ler tão cedo, porque terminei e comecei de novo. Botei na mesa de cabeceira junto com o Evangelho segundo o espiritismo que é pra ver se entram por osmose durante o sono, o que facilitaria muito a minha vida....

Ele traz o que o autor chama "caminho do coração".

Procura mostrar como o autoconhecimento pode transformar nossos relacionamentos íntimos mais harmoniosos, pois passamos a nos observar mais, identificar quando nos deixamos levar por uma armadilha, por um sentimento que precisamos transformar. Isso é tomar consciência do que somos e deixar o amor falar mais alto. Ser honesto e verdadeiro, sem perder a gentileza. Não permitir que a conduta do outro tire a nossa paz, porque ela vem do estado constante de amor ao próximo ainda que não compreenda nosso propósito.

Difícil pra mim...continuo lendo.

Se conseguir identificar e trabalhar meus entraves já me dou por satisfeita, isso de amar o outro ainda que ele não nos ame ou compreenda, acho difícil pra caramba...a tal da minha criança ferida ainda exige reciprocidade, ainda quer ser a prioridade...e sigo relendo.

Quando o calo aperta tem um pequeno livro de mensagens dele que eu adoro, porque são uns pequenos trechos, lembretes diários que abro ao acaso e sempre tem tudo a ver com meu momento. Achei super legal para dar de presente. Fica a dica para quem quer conhecer mas de repente não quer uma leitura maior, nem está com tempo para os exercícios que os outros livros ensinam.

Os livros são super baratos, custam em torno de vinte ou trinta reais, presente bom, barato e super alternativo! Tem na amazon!







quarta-feira, 28 de março de 2018

Passando meus lidos a limpo!

Conversando com a tia Maria outro dia, ela me pergunta: menina, e aquele seu blog? não tá lendo mais nada, não? tem colocando alguma coisa lá?

Na hora respondi...poxa, sabe que eu tenho lido muito, mas não tenho tido tempo de colocar no blog?

Me senti traída e traidora...entre tormentas e turbulências da vida, às vezes fico meses sem escrever nada.

Essa semana tinha feriado. Prazos suspensos, sem processo para ler e relatar.

Fiquei com uma vontade danada de botar o blog em dia.

É muito mais gostoso quando a gente acaba de ler e vai correndo comentar sobre o livro ou quando acabou de escrever alguma coisa e posta na mesma hora, mas passar a limpo a leitura tem seu valor.
A gente já leu tem um tempo, então, o que ficou é o que marcou mais mesmo, livro ruim que a agente encosta e deixa pra lá, nem lembra de passar a limpo.

Então agora vou começar a fase no passando a limpo meus últimos lidos, o que significa que vai ter overposting...😜

Valeu pela lembrança tia Maria!

Vou aproveitar pra comentar a leitura do livro que li na sua casa: A origem, do Dan Brown, da editora Arqueiro.

Não é nem de longe a melhor aventura do Robert Langdon, mas o cenário escolhido para mim é um dos mais interessantes: Espanha! Adorei! As andanças do personagem principal dá uma vontade louca de conhecer Barcelona!

Achei super bacana a interação entre ciência e tecnologia versus religião e fanatismo que marcam todas as obras deste autor, mais uma vez abordada neste livro, mas confesso que faltou um certo romance ou uma personagem feminina mais envolvente...não achei que rolou uma química bacana desta vez, nem no livro, imagina quando virar filme.

Resumindo: o que tem de bom é o Robert Langdon em sua eterna busca pelo desvendar do mistério em cada pequena pista através da simbologia que levará ao fanático da vez.

É bom, mas vamos combinar que não dá pra ficar melhor que o Código Da Vinci...#suspiros.

Vale a leitura só pra matar saudade do Robert.

Fica a dica.




Alinhamento Energético: Luz!

Se há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia...o Espiritismo já me explicou alguns pela lei de causa e efeito; mas por mais que se estude sobre o espírito, sobre a reencarnação, sobre afinidades e virtudes que ainda precisamos desenvolver chega um momento na vida que a gente percebe que precisa se redescobrir. 
A gente conhece a teoria. Falta só a prática...só um detalhe né?
Sabe que fora da caridade não há salvação, que nada é por acaso, que a lei é do retorno e da sintonia, mas quem consegue orar e vigiar o tempo todo? 
Pode descrever todas as virtudes do homem de bem, mas como faz pra vivenciar cada uma delas sem esbarrar no orgulho e no egoísmo? 
Chega uma hora que não interessa mais quem está certo ou errado, quem agiu mal com quem, a gente quer seguir, para frente e para o alto, mas se sente sempre tropeçando em atitudes velhas. 
Para deixar o baú pra trás e seguir leve adiante, há que se conhecer, mergulhar na alma, buscar a origem, o que em nós projetamos no outro que tanto nos incomoda? Qual é de fato a carência que nos faz sentir desamor seja em que relação for? 
Vale terapia, meditação, tarde na praia, vale tudo para se conhecer melhor, iluminar nossas obscuridades e clarear o pensamento.
Conhecer nosso ponto fraco tem o poder de nos alertar para o tropeço iminente, acende a luz vermelha e nos torna mais atentos ao que podemos mudar: nós mesmos.
Nessas idas e vindas, de quem está à procura de si mesmo, já por duas vezes procurei a Mônica Oliveira. Na primeira vez, lembro que fui parar no alinhamento energético porque estava confusa e cheia de dúvidas no ano do vestibular como, aliás, todo adolescente que eu conheço. 
Entrei pra falar de um assunto, saí tendo resolvido outros que eu nem imaginava, mas com a certeza de que estava no caminho certo, era para a faculdade de direito que eu iria e pronto.
No ano passado voltei nela, procurei pela internet, liguei para uma amiga pedi o contato, cheguei no consultório de copacabana.
Senti a mesma conexão, como se ela falasse o que eu sentia mas não sabia expressar.
Trabalhamos as energias mais densas, deixamos aflorar os sentimentos mais sutis, canalizando com a energia divina que existe em todos nós e pedindo a cura daquelas experiências que me limitavam. 
É tão bom sentir que o mesmo poder que usamos para nos prender a um fato ruim da vida podemos usar para nos libertar. É a mesma força, é só inverter o sentido, se perguntar como uso isso a meu favor, o que eu tenho a aprender com essa experiência?
É um exercício.
Passar a borracha e mudar a sintonia é um exercício de vontade. Perdoar a si e ao outro é uma decisão. 
Minha terapeuta nessa época me apresentou o hoponopono, uma técnica que adotei e adoro que, em apertada síntese, utiliza a energia das expressões, "sinto muito", "eu te amo", "me perdoe" e "sou grato" para harmonizar as relações que por ventura estão em conflito no momento. Na verdade, para você se harmonizar consigo mesma em primeiro lugar.
Só o fato de visualizar essas palavras e trabalhar na energia delas já traz uma outra perspectiva da situação, nos devolve a paz, para recomeçar e tentar seguir em frente em outra sintonia que não seja a do conflito.
Para quem quiser conhecer mais sobre o alinhamento energético vale a leitura do livro lançado pela Mônica no ano passado que explica toda a sua caminhada, no desenvolvimento desta técnica de autoconhecimento: Fogo Sagrado - Alinhamento energético: a cura pelo amor. 
É uma leitura muito gostosa e que termina com um texto que nos ajuda nessa transformação que nos cabe:

"Posso hoje me libertar dos mais velhos padrões de comportamento. Agirei como seu eu fosse alguém bem melhor do que costumo ser. Hoje farei um treinamento com a generosidade, o bom humor, a confiança no meu destino e estarei plena nesta certeza, sem permitir influências. Liberto-me das grades da cadeia mental dos pensamentos. Eu os criei e, sendo assim, posso também criar pensamentos libertadores que farão de mim uma nova pessoa".

Todos podemos fazer melhor. Tentar mudar o outro é uma perda de tempo, tendo tanto a mudar em nós...mãos à obra! Luz e alegria!





Família e bagagens...

Tem autores que escrevem para a gente.
Eles não sabem, nem imaginam o alcance daquela palavra, mas por meio dela escrevem sobre nossas questões, falam de pessoas que lembramos vagamente ou de outros com quem convivemos todos os dias, descrevem lugares que nos são familiares e pintam imagens que temos na memória.
Ler os livros do Francisco Azevedo fez isso comigo, me fez sentir como se ele escrevesse para mim.
Comecei pelo "Arroz de Palma", no final do ano passado, minha leitura de recesso, pra fugir um pouquinho da reforma trabalhista.
A narrativa de um senhor que fala sobre suas memórias, desde a vinda da família de Portugal, até o seu casamento, a família que formou aqui no Brasil, a chegada dos filhos, os desafios e tradições familiares, a forma de lidar com os conflitos de gerações, tudo falava ao meu coração.
Gostei em especial da definição de família que o autor logo no início delineou em comparação com a culinária:

"...Há famílias doces. Outras, meio amargas. Outras, apimentadíssimas. Há também as que não tem gosto de nada  - seriam assim um tipo de "família diet", que você suporta só para manter a linha. Seja como for, família é prato que deve ser servido quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir".

E assim começa a narrativa dos amores, medos e reuniões de uma família portuguesa que fincou raízes no Brasil. Gente como a gente, cheia de contradições, desejos e culpas, mas que encontra a medida de cada emoção para uma vida feliz.
No início desse ano me deparei com o segundo livro que li dele, "Os novos moradores", editado pela Record. Foi amor à primeira leitura. Já a capa me conquistou. Uma capa amarela, com duas portas idênticas salvo pelo interior escuro de uma e um céu azul brilhante que se vê pela outra. 

Não somos todos assim? Verdadeira dualidade, buscando iluminar nosso interior?

A gente atrai o que precisa ler, como atrai as pessoas com quem precisamos aprender, os amigos que precisamos ajudar, os lugares em que precisamos vivenciar mais alguma coisa...senti isso mais uma vez lendo este livro.
É sobre amor, sobre maneiras de vivenciar o amor, sobre transparência e honestidade, consigo e com o outro, sobre ser livre e deixar livre, aceitando que as pessoas, os amores, as relações mudam mesmo, mas não deixam de ser intensas, muitas vezes à flor da pele, atraindo ou repelindo.

Abri o prefácio ainda na livraria e esse trecho me prendeu:

"...Por instinto de sobrevivência, somos todos caracóis. Vamos nos arrastando lenta e diuturnamente, carregando nossas bagagens secretas. Peso inútil. Até o fim. Tão bom seria, em dia abençoado, nos livrarmos dos velhos baús! Sem temor e sem defesa alguma, diríamos tudo ao outro e, com paciência zen, ouviríamos tudo do outro - as verdades mais sombrias vindo à tona - e, então, sem pôr em balança o certo e o errado, nos absolveríamos reciprocamente com desmedida generosidade, sem cobranças ou penitências. Céus, que alívio nos daríamos! Amores desalgemados, ninguém mais inconfesso a sete chaves. Anda, vem. Vamos sacudir nossos lençóis. Nos revirar, nos traduzir, nos decifrar. Vem, me abraça, me beija, me adentra. É para isso que estamos aqui. Nosso tempo é precioso e nossa carne é nosso ímã: atrai ou repele. Vem, que estamos do lado certo que chama. grudados e imantados, seremos vários, seremos um. E juntos nos libertaremos. Anda, vem. A verdade está tão perto..." 

Saí abraçada com o livro e só larguei quando terminei de ler.

Francisco Azevedo fala pra mim, sobre a minha família apimentada, sobre meus anseios de viver intensamente cada sentimento, verdadeira sobre o que sinto de bom e de ruim. Somos o que somos, se falhos, que ao menos sejamos verdadeiros, para sermos livres. Perto ou longe, o que tem que ser simplesmente é, nosso caminho vai esbarrando em outros, somos de carne e osso, mas se há amor, algo nos traz de volta ao rumo e vamos nos livrando das bagagem inútil para abrir espaço para novas emoções. 

"Os novos moradores" do Francisco Azevedo é para a nova moradora que pede passagem em mim, que redecora os espaços e se desfaz do que não traz alegria, que deixa a luz do céu entrar...

terça-feira, 27 de março de 2018

Mãe de menino

Eis que uma das mais divertidas tarefas de mãe é a escolha do livro, aquela leitura da noite, a contação de história da hora de dormir, a historinha rápida de gibi para entretenimento do domingo de manhã ou aquela pra distrair da colher que vem em direção à boca sempre fechada (como que recusando expressamente o avião que já sabe ser feijão).
Eu, modéstia à parte, sou boa na narrativa!
Em matéria de historinha: de chapeuzinho vermelho a três porquinhos, arraso nos efeitos especiais! Sou fiel ao enredo, mas dou aquela floreada pra deixar mais engraçado! Pausa intencional na hora do sopro à casinha de palha pra garantir o suspense...Sucesso garantido.
Já em se tratando de escolher o livro, sou chatinha.
Levo pra Bienal, livraria, coisa e tal...deixo cada menino livre a escolher.
Voltam eles com o livro sem história, aquele de pintar, de brincar, de ouvir músicas e sons, tudo menos uma boa história, sabe?! Dessas com início, meio e fim, deixando uma bela mensagem educativa...isso eles nunca escolhem.
Aí, lá vai a mamãe chatinha.
Mostro a primeira alternativa.
Oha esse aqui sobre o bolo de chocolate da Flávia...parece legal!
Olha esse aqui sobre o avô português...igual ao seu!
Olha esse aqui sobre o coelho que pensava...lembra do coelhinho da páscoa?
Olha isso, olha aquilo, vamos chegando a várias opções legais, eles ganham enredo, eu ganho momentos deliciosos de aconchego (e muita falação) que fazem chegar o soninho.
Aí tem o dia que o livro que eu escolho pra eles me lembra das minhas próprias leituras de infância, me lembra aquele que li na escola quando nem sonhava ser mãe de menino e eu rio de mim...já, já o Miguel vai aprender a ler, vai escolher as próprias leituras, vai deitar na cama e ler sozinho, sonhando os próprios sonhos pelas aventuras que imaginar.
Faz mal não...pelo contrário.
Faz bem.
Muito bem...
Se até lá, a gente se deparar de vez em quando com um poema do Drummond que nos faça rir ou dormir agarradinho já valeu! É isso que fica...
Tudo isso pra dizer que o livro "Menino Drummond" da Companhia das Letrinhas, com ilustrações da Angela Lago, foi um achado.
Vira e mexe entra na lista da hora do soninho e eu é que sonho, lendo para o Guel e o Thi poemas que sempre li, quando eles nem estavam aqui e que ainda vou ler para quem mais chegar...é o que fica!

Ontem li para eles:

"Quero

Quero que todos os dias do ano 
todos os dias da vida 
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos 
me digas: eu te amo.

Ouvindo-te dizer: eu te amo,
creio no momento que sou amado.
no momento anterior e no seguine como sabe-lo?"

[...]

Aí já viu...beijo, abraço, digo que amo mais que tudo no mundo...deita, fecha o olho e dorme, mamãe está aqui.

Eu sonho acordada, olhando para o maior amor do mundo.

Não sei até agora o que é mais gostoso, dormir agarradinhos na cama da mamãe ou ir ler na caminha de vcs...


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Solidariedade é o tema!

E quanto mais eu penso, menos consigo entender esse mundo. Em tempos de eleição de Trump (e nem vou falar da política brasileira pra não polemizar) como entender pra aonde vamos? Este livro estava encostado aqui em casa desses que a gente compra e fala que vai ler já, já, mas não pega sabe? Quando peguei e li tive vontade de mandar pra ele, tadinho, tão equivocado na vida...
"O mundo não tem mais tempo a perder", Le Collegium International, tradução de Clóvis Marques, editado pela Civilização Brasileira: Rio de Janeiro, 2014, 1a. Edição, é um estudo sobre governança solidária e responsável que discute a importância de olhar para o planeta livre de quaquer noção de hegemonia, porque não há nação no mundo que esteja isolada em uma realidade tão globalizada como a atual. O problema da Síria não é só dela, os refugiados não são objetos cujo fluxo migratório possa ser detido, são pessoas dispostas a tudo pra viver fora da guerra. Não existe quem já tenha cumprido sua missão e possa estar livre de qualquer contribuição para o bem estar do outro. Estamos todos conectados. A infelicidade de uns abala a todos. Não há paz se um só lugar no mundo está em conflito. E o bacana da proposta desse livro é que ela mostra o quanto estamos equivocados com as políticas públicas atuais...o quanto temos a contribuir para a comunidade em que estamos inseridos. Apenas nós podemos iniciar o movimento ali proposto. Não existe um único governante, do meu ponto de vista, que esteja apenas comprometido com essa mudança de paradigmas na Administração Global. Os interesses egoístas prevalecem sempre em cada nação. Protecionismos que vão na contramão das necessidades de todos...
E se a gente pensar bem, será que fazemos a nossa parte?
Em que contribuímos para esse estado de coisas?
Em que momentos somos realmente solidários, na nossa família, no nosso ambiente de trabalho, nos nossos relacionamentos mais caros? 
Na administração dos conflitos ensinamos solidariedade? Vivenciamos de forma responsável nosso dia-a-dia?
Eu tenho muita facilidade em identificar no outro o que faltou para governança ideal, assim como olho para o Trump e aponto tudo de errado que se pode identificar à primeira vista nessas medidas toscas dele, mas em mim o que falta construir...é mais difícil de implementar. 
Como mãe, olho para meus dois meninos tão amorosos mas também tão donos de tudo...nessa fase que a criança quer tudo pra si...e penso como torná-los menos ciumentos, mais generosos, como solucionar as disputas sem magoar nenhum deles, mas o certo é que as frustrações são parte do crescimento e eles precisam ver além do próprio umbigo. 
Como mulher entendo que o maior conflito do meu mundo interno está em seguir minha individualidade, meus desejos profissionais e pessoais, mas também manter a harmonia das minhas relações afetivas, não deixar que as frustrações de um lado interfiram em outro, não sobrecarregar de expectativas aqueles que estão a minha volta no percurso...ninguém é perfeito, mas podemos co-existir nos ajudando a construir o que falta, ao invés de viver apontando os mísseis na hora da crise. 
Não moramos na cidade perfeita e podemos protestar, sim, contra o que está errado, mas ao mesmo tempo, podemos agir de forma solidária, contribuindo para as famílias que estão sem receber salários, divulgando medidas (ainda que paliativas) para passarmos todos por esse momento da melhor maneira possível. 
Há sempre algo que podemos doar, não apenas dinheiro ou bens, mas de nós mesmos, nosso tempo, nossa voz, nossos ouvidos, nosso abraço, nosso perfil na rede social. Vamos divulgar o bem, curtir o que vale a pena...
Precisamos de governança solidária e responsável em nossas vidas; quando conseguirmos nos governar o mundo estará salvo.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Felicidade é saúde!

Cada vez acredito mais na relação entre a saúde e o estado emocional das pessoas. Sinto isso nas pessoas que me cercam mas sobretudo em mim. Eu não fico doente nunca, não sou de ficar gripada, não tenho mal estar nem quando como aquele iogurte vencido, verdade seja dita...eu nem reparo na validade antes de comer. Então quando me apareceu um nódulo no pescoço, a pressão subiu, a balança quebrou e eu comecei a desconfiar que era alérgica de tanto resfriado e indisposição...a família toda pegando a conjuntivite da creche do pequeno...naquele momento tive certeza: caramba, tem alguma coisa muito errada em como estou me sentindo nesse momento. E quando logo a seguir tem alguém realmente doente a sua volta, de quem você quer cuidar, quer que fique bem, a saúde se mostra o bem mais precioso que se pode ter, embora a gente saiba que quando tem não dá o menor valor. Nessa hora, impossível avaliar o que surgiu primeiro, se a infelicidade evidente de quem está se sentindo no olho do furacão ou se o mal estar generalizado que ameaça tomar conta do pedaço. Acho que todo mundo vive momentos assim, mas cada um a sua maneira. Eu não sei ser infeliz. Nunca soube. Não pretendo aprender. Mudo tudo se precisar, boto tudo pra fora do armário, mas eu mesma não me aguento se estiver infeliz. Insatisfeita já acho complicado, mas infeliz eu realmente não consigo ser por muito tempo. E não adianta pedir conselho, se abrir com a amiga, pelo contrário, quanto mais opinião pior fica, especialmente porque na hora h nem sempre recorremos à pessoa certa. Até porque ninguém pode resolver a tua vida, cada um está lutando para resolver a própria, que afinal não está fácil pra ninguém...
A única coisa que funciona (para mim, pelo menos) é parar tudo e olhar pra dentro; se perguntar o que me faria feliz nesse momento; olhar para o que realmente desandou, como e porque desandou...ver as pessoas e as situações como são agora e aceitar que o ideal nem sempre é possível, reduzir expectativas e analisar o custo benefício de cada relação para transformar a insatisfação crescente em fonte de renovação. 
Conviver com quem te faz bem, comer o que te faz sentir bem, celebrar a alegria do hoje, aproveitar o tempo junto daqueles que mais ama, dar o melhor de si naquelas relações em que a recíproca é verdadeira, retomar hábitos que sempre foram prazerosos, se cercar do que te dá forças para seguir, se reconectar com o divino que habita a cada um de nós, buscando nele o equilíbrio que nos falta naquele momento. Para mim, essa é a receita.
E, de repente, a felicidade que brota de nos cercarmos do que faz tão bem...cura todos os males, a vida vai se encarregando de botar tudo em ordem, todos sobrevivem. As situações a nossa volta já se mostram bem mais simples, porque escolhemos não lutar contra o inevitável e nos adaptar às transformações. E quando você dá um basta, as pessoas ao seu redor também se adaptam. A coisas na vida não são estáticas, tudo muda e eu também preciso mudar em muitas formas de lidar com elas, mas a seleção quem faz sou eu. O que fica e o que vai pra nunca mais sou eu que determino, porque é a minha vida. E o equilíbrio tão inatingível começa a parecer mais próximo. 
E passada minha explosão transformadora, pegar um livro com o título "Felicidade Incurável" parece até piada, mas parecia que o Carpintejar estava escrevendo sobre situações boas e ruins do meu último ano, minhas idas e vindas no amor, minhas buscas, minhas retomadas, minhas insatisfações e faxinas na alma, minhas alegrias e angústias reunidas sob um ponto de vista que não era exatamente o meu, porque o autor era um homem e isso muda um pouco as coisas.
Acho impossível não se identificar com o livro, é sobre o cotidiano, sobre amor, sobre crises, sobre a vida a dois, a três, a quatro, sobre as famílias, de uma forma muito bem humorada, mostrando que todo mundo passa por dilemas parecidos e cada um precisa encontrar sua saída de emergência, mas até para sair de uma situação difícil é preciso estar bem, olhar para si com bom humor, rir do que passou e se permitir ser feliz, de novo. Temos todo o tempo do mundo para mudar...a eternidade se for preciso, só não precisa ser tão sofrido...
O livro é editado pela Bertrand Brasil, vale a leitura!
Vai ficar aqui na minha cabeceira, just in case!