sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Na onda da Turquia!

Esse negócio de novela internacional é muito engraçado! 

Lembro que na época daquela novela "caminho das Índias" me deu uma vontade danada de ir para lá, como não fui, aproveitei para ler o "comer, rezar e amar" e passear um pouco por lá! Amei o livro da Elizabeth Gilbert, vi o filme, com a Julia Roberts, e a vontade sossegou... 

Eu nunca pensei em chegar nem perto da Turquia, mas sabe que de tanto ver e ouvir falar daquele passeio de balão pela capadócia já estou até curiosa?! As agencias de turismo agradecem, né? Minha chefe já está toda animada para conferir o que a Turquia tem de bom nas ferias dela!

Confesso que minha curiosidade, neste caso, não vai me levar tão longe (Miguel ainda não está pronto para o balão e tudo mais...), mas se der para conferir um pouquinho da Turquia sem sair do sofá, eu topo!

Eis que vagando pela livraria Argumento achei o livro da Tatiana Salem Levy, "A chave de casa", da editora Record. Ele ganhou o prêmio de literatura de Sao Paulo de 2008, segundo a contracapa, mas eu só tomei conhecimento dele agora, então, para mim foi uma novidade! E veio bem a calhar! 

A personagem principal recebe do avô uma chave da casa onde ele morou na Turquia e decide ir até lá em busca das origens da família e de uma compreensão maior sobre como esse passado influencia seu presente.

A narrativa é diferente de tudo que já tinha lido. A própria personagem vai contando sua vida por uns flashes de memórias, sem explicar detalhes, apenas criando um cenário como se fosse exatamente isso: uma recordação. A partir desses momentos isolados vai se formando um quebra-cabeça que conta a relação dela com a mãe e com um homem que foi sua grande paixão, com todos os dramas e delicias destas relações nem sempre muito fáceis...

A parte da viagem à Turquia não foi o melhor do livro, as descrições deixam muito à imaginação, mas gostei de andar a esmo por Istambul nas palavras dela! 

Acho que acabo me identificando um pouco com a busca dela, porque eu mesma já senti essa curiosidade de conhecer de onde meus avós vieram, o que seus olhos foram acostumados a mirar, quais os seus referenciais, o que os empurrou além mar, enfim, o que os trouxe para a vida na qual eu os encontrei quando vim ao mundo. 

A gente acha que vai até lá e pronto. Vai entender tudo. 

Não entende, não, mas pelo menos conhece aquilo de que só ouviu falar... Se identifica e passa a gostar daquele lugar, daquele povo, daquela paisagem que nunca tinha visto, mas que parece tao familiar! Isso não tem preço!

O livro me fez sentir um pouco essa emoção, principalmente, porque depois da Turquia ela chega a Portugal! Ali, finalmente, se encontra. Também, quem não se faz feliz em Lisboa?!

Achei um bom livro, surpreende, prende a atenção e nos leva por lugares interessantes, tem coisa melhor para um fim de semana chuvoso?

Fica a dica!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Recomeço!

Esta semana o ano começa de verdade para mim!

O recesso forense terminou e voltei ao trabalho na segunda-feira! 

Depois de tantos dias grudadinhos que dificuldade deixar o filhote novamente...

E assim começa tudo outra vez.

Este ano quero tudo diferente! 2012 foi intenso de todas as formas, sofrimento e felicidade extremos, um ano difícil do início ao fim...já estava mesmo na hora de ficar para trás. 2013 será um ano melhor, mais calmo, espero! 

Com toda a confusão de fim de ano, mais o aniversário do Miguel, acabei não fazendo aquela retrospectiva básica do ano que passou, não joguei tarô, não li os búzios, não tirei as runas, nem  mesmo pensei em uma meta para o ano novo...a única coisa que pedi a Deus na virada do ano foi saúde, mesmo assim porque estava sentindo que o desequilíbrio físico era inevitável!

Só agora que a vida volta ao normal é que consigo pensar no que passei e decidir o que quero para o futuro que já chegou: quero ser melhor.

O ano só será melhor se eu for uma pessoa melhor!

E preciso começar sendo melhor para mim mesma. Sinto uma necessidade urgente de cuidar melhor de mim. Odeio ir ao medico, mas esse ano eu vou. Detesto fazer dieta, mas este ano vou comer melhor (sem cortar nada radicalmente, apenas tentando incluir hábitos mais saudáveis). Odeio academia, mas vou escolher uma atividade física que possa fazer à noite. 

No ano passado eu pensei o tanto nos outros, na felicidade do outros, na opinião dos outros, na aprovação dos outros...que deu tudo errado! Claro! Preocupação demais com o outro e nenhuma consigo mesma é insatisfação garantida!

Preciso estar bem comigo para conviver bem com o mundo.

As divergências sempre vão existir na vida em relação, mas elas não precisam ganhar uma proporção exagerada pelas expectativas frustradas, pelas cobranças desnecessárias e pela insegurança generalizada.

O desgaste de tentar controlar tudo, acertar tudo, é sempre em vão quando parte de um esforço solitário e, no fim, acaba sendo confundido com um gesto totalitário.

Em 2013, eu quero ser melhor, viver melhor, conviver melhor...quero respirar fundo, abrir as jaelas e recomeçar.

O texto do mulher 7x7 de Isabel Clemente me ajudou a esfriar a cabeça e me deu um alento nessa difícil meta que escolhi para mim.

Segue a dica para quem ainda está em ritmo de ano novo!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um aniversário especial!

"Parabéns, parabéns,
hoje é o seu dia que dia mais feliz!!!"

Esta semana meu filho completa um ano de vida!

Nesta primeira semana do ano, impossível não lembrar que há exatamente um ano atrás eu passava pelos meus últimos dias de grávida, para dar à luz o meu primeiro rebento: Miguel, em 05/01/2012.

Nome de anjo para um bebê nascido de um verdadeiro milagre, em um parto que tinha tudo para dar errado, embora eu só soubesse disso ali naquela hora.

Não poderia ter escolhido melhor.

Miguel foi mesmo muito protegido.

Neste primeiro ano, tudo correu bem e ele cresce forte, saudável e feliz, graças a Deus!

Não por acaso a leitura desta semana foi o livro do Diogo Mainardi, "A Queda: Memórias de um pai em 424 passos", da editora Record, lançado em 2012. 

Comprei e li em dois dias. 

A história narra a convivência dele com o filho Tito que por um erro médico sofreu asfixia no momento do parto o que ocasionou a paralisia cerebral. O livro começa explicando o momento do diagnóstico, as circunstâncias do nascimento, em Veneza, e se desenvolve contando como se deu a relação entre pai e filho nos primeiros anos de vida, ao mesmo tempo em que narra eventos da história e da arte relacionando-os com a vida de Tito. 

Ao contrário do que pode parecer, o livro não tem um apelo emocional negativo, não é triste ou deprimente. Muito pelo contrário, o autor me surpreendeu justamente por falar de modo objetivo do quanto esse filho foi bem vindo e amado desde aquele início de vida, sem deixar transparecer um "apesar da paralisia". O livro emociona porque é o relato da preocupação e do carinho de um pai que ama incondicionalmente aquele filho e passa a pautar a sua vida em função do que seria melhor para sua vida familiar.

No final, só consegui pensar que o Tito é um menino de muita sorte, porque nem todos os pais estão preparados para apoiar os filhos em toda e qualquer circunstância com tanta generosidade e abnegação. Não por falta de amor, mas por falta de força, de fé, por excesso de expectativas criadas durante toda a gravidez, por egoísmo...

O meu Miguel poderia ter sido o Tito, mas não sei se eu seria capaz de ser uma mãe tão forte. Eu não sei se eu seria um Diogo Mainardi com tanta tranquilidade. 

Neste dia, pensando no quanto Deus foi bom para nós, só posso agradecer por tudo ter sido diferente conosco. Cada sorriso, cada passinho, cada gracinha é uma benção para mim.

Tudo que desejo para este filhote é que ele se sinta exatamente assim, como eu o vejo, abençoado! Que ele seja envolvido em muito amor, muita paz e muita alegria, neste dia! Que cresça feliz para se tornar um homem de bem, como o pai. Que ele se sinta acolhido por nossa pequena família reunida para comemorar a vitória dele!

Olha que coisa mais fofa ele devorando seu primeiro livro! kkkkkk....



Sou muito, muito, grata por este primeiro aniversário!

Parabéns, filhote!








sábado, 29 de dezembro de 2012

Escravidão sob a visão espírita!

Olá,

Não existe nada mais prazeroso do que curtir a semana entre o natal e o reveillón entre as páginas de um bom livro...seja na praia, na varanda de casa, na piscina ou, no meu caso, no sofá da Tia Maria, buscando um ventinho em Teresópolis! (Ainda bem que levei o ventilador só para garantir!)

Esta semana me debrucei com afinco sobre um novo romance espírita: "Sob a Égide da Cruz", psicografado por Elizabeth Pereira, ditado pelos espíritos Sophie e Cristóvão, editado pela Vivaluz Editora, primeira edição, 2012. 

A história começa no período das invasões Holandesas, na época do Brasil colonial, quando um grupo de espíritos encarnados no engenho Massapê, em Pernambuco, se vê as voltas com os compromissos assumidos no auge da escravidão no Brasil. 

Nesta fase é muito bacana a abordagem das vicissitudes sofridas pelos escravos e de como esta prova poderia significar uma grande oportunidade de resgate para uns, mas de crescimento e evolução para muitos missionários também, já que não raro espíritos de luz encarnavam nesta difícil condição e acabavam contribuindo para atenuar o sofrimento de todos que habitavam as senzalas, disseminando a humildade e a resignação entre corações revoltados. 

Este mesmo grupo, posteriormente, reencarna em Minas Gerais, na cidade de Diamantina, já no final do século XIX. A partir daí o enredo se concentra mais na relação de um casal que tem como objetivo resgatar os compromissos pretéritos, assumidos no engenho, lutando no presente pela causa abolicionista.

Só final do livro é que percebi que havia um romance anterior com estes mesmos personagens, chamado "Horizonte Vermelho" (prometo que vou ler este e comentar aqui também, fica para 2013!), mas não são tão encadeados que a leitura deva se dar nesta ordem necessariamente.

É interessante ver como, ao mesmo tempo em que os personagens desejam estar juntos, cada um se vê atado às obrigações assumidas na espiritualidade, das quais são lembrados em sonhos, quando se encontram com o preto velho que seria o guia do casal nesta empreitada.

Neste ponto do livro confesso que bateu uma inveja básica... eu nunca me lembro de sonho algum! Sempre rezo antes de dormir, peço proteção etc... e mesmo fazendo tudo como manda o figurino, mesmo que nem durma durante a oração, mesmo assim, não sonho com meu guia espiritual! 

Não tenho dúvida de que ele exista. Sei que me protege e até percebo um ou outro sinal de que estou no caminho certo ou não, mas eu sinto falta de ver e ouvir um conselho em um momento difícil. 

No livro, os sonhos são verdadeiros meios de comunicação entre os dois planos, em que os encarnados são esclarecidos e lembrados de seus compromissos o tempo todo. Em várias passagens, na verdade, o preto velho rouba a cena, com suas lições que demonstram as leis de causa e efeito, falam de parábolas de Jesus e aplicam as passagens do evangelho ao momento vivido pelos personagens. 

Aí a gente fica tentando absorver aquelas palavras e meio que quer encaixar elas na nossa vida...mas não é tão simples. Queria mesmo é que meu guia me esperasse dormir, pegasse na minha mão e me explicasse o porquê desta decepção, o porquê daquela tristeza, o que fazer para mudar de sintonia e não me deixar levar pelo desequilíbrio nos momentos de raiva... Seria tão mais fácil se durante o sono tudo me fosse explicado e eu acordasse certa do rumo a tomar. 

Às vezes, me pego desejando menos livre arbítrio e mais receita de bolo para viver... Se alguém tiver uma, adoraria receber por email! É pedir muito?

Um 2013 leve, cheio de saúde, luz, paz, amor e muitos sonhos bons!

É o que desejo para meu filhote e para todo mundo!

Fica aí no link abaixo a última dica do ano:


Te vejo no ano novo!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A força do amor!

Ho-Ho-Ho!!!

É natal!

A sáude, a alegria e a união da minha pequena família são meus maiores presentes neste natal e por eles sou muito, muito grata!

Apesar de acreditar que meus maiores tesouros são imateriais, não posso deixar de agradecer também pelo conforto e pela prosperidade que me permitem proporcionar ao Miguel o que de material ele possa precisar.

Ainda mais grata fico quando percebo as dificuldades e provas que pessoas bem próximas procuram superar.

No conforto de nossos lares, do nosso escritório ou local de trabalho, nem sempre percebemos que há pessoas vivenciando realidades muito distintas. Enquanto gastamos o nosso 13° salário em presentes de amigo oculto e festas de fim de ano, a auxiliar de serviços gerais que ainda não recebeu sequer o salário de dezembro pensa em como driblar a dura realidade diante da falta do básico.

Esta semana minha leitura parecia encomendada para responder às minhas dúvidas. Enquanto o pessoal se reunia numa vaquinha para ajudar a mitigar a situação difícil de uma funcionária terceirizada do nosso escritório, eu pensava no quanto isso é pouco...voltei para casa pensando em todos os que como ela vivem um natal de dureza, sem salário, sem saúde, sem uma família acolhedora...sei lá, sem o tudo que me parece tão banal no dia-a-dia... e pensei no pouco que faço por estas pessoas. Esse pensamento me causou uma angústia...

Aí entrou o livro de Robson Pinheiro, intitulado "A Força Eterna do Amor", ditado por Teresa de Calcutá, publicado pela editora Casa dos Espíritos.

A figura de Madre Teresa, seu olhar, suas mãos, me transmitem uma força que nunca associei ao medo ou a qualquer tipo de insegurança. Suas palavras sempre carregadas de uma simplicidade chocante falavam direto aos corações de milhares de pessoas. Sua imagem me passava uma paz instantânea.

Só pela foto da capa o livro já teve um apelo enorme ao meu coração.

Quanto mais lia, mais minhas impressões a respeito desta personalidade se confirmavam...mas um trecho me surpreendeu; no qual ela faz menção à importância de superar os nossos medos e dar o primeiro passo, praticar mesmo pequenas atitudes, que podem ter um impacto maior no futuro. Acho que me surpreendi porque para mim as atitudes dela eram sempre tão grandiosas em amor, generosidade, trabalho pelo próximo...que pareciam muito distantes da minha insignificância.

Tenho certeza que a leitura foi uma resposta aos meus questionamentos desta semana!

Transcrevo a passagem de fls. 144/145 que calou minha inquietude e pode ser que fale ao coração de mais alguém:

"(...) Teimosa, muito mais que corajosa, empreendi um trabalho que começava primeiro dentro de mim. Sabia que algo eu era capaz de realizar - ou Deus, através de mim, ainda que nunca imaginasse o quanto se concretizaria. Sempre me considerei uma gota neste imenso oceano da vida, da humanidade, e assim pensei que poderia fazer um pouquinho só de cada vez; que valeria carregar apenas um tijolo, fazer ao menos uma migalha do que teria de ser feito. E, para a migalha, eu tinha coragem - muito embora jamais cogitasse que essa migalha inspiraria outras pessoas a fazer muito mais. Na verdade, passo a passo descobri que o medo cedia à medida que eu caminhava; que a coragem crescia na proporção do amor e da fé dedicados ao pouco que realizava. Descobri em mim uma força que em momento algum supus deter. Percebi que estava ao meu alcance amar intensamente, tão intensamente quanto possível, apesar de não poder fazer coisas grandiosas. Logo canalizei minhas certezas, minha esperança e minha coragem para a força do amor. Se não pudesse realizar grandes feitos, então me derramaria inteira, até que o amor doesse ao máximo, naquela pequena contribuição que eu conseguiria dar. Hoje tenho certeza de que o medo é tão somente um obstáculo a transpor, a fim de que nos impulsionemos, pela fé e pelo amor, rumo às realizações que, mesmo pequenas, podem modificar o panorama do globo. (...) Cristo, conforme compreendo sua mensagem, jamais nos pediu que fizessemos grandes feitos ou fôssemos santos, missionários. Pediu-nos apenas que amássemos. E é claro que tinha consciência, ao formular semelhante pedido, de que cada um de nós amaria numa medida e numa dimensão diferente. De modo que não há lugar para comparações entre  o que esta ou aquela pessoa fez ou faz pela humanidade; o que se pode confrontar é a coragem individual em demonstrar o amor com que se é capaz de amar (...)"

O livro é todo muito bonito e muito emocionante, mas sabe quando você uma passagem e ela fala contigo? te diz o que precisava ouvir?

Nessa passagem, Teresa de Calcutá falou para mim...

Que neste Natal, o amor nos impulsione ao abraço mais forte, ao telefonema difícil, ao email que sempre esquecemos de mandar... a realizar aquela pequena atitude que está ao nosso alcance. Que seja o amor essa força a nos aproximar uns dos outros, seja como for!

Fica a dica de um ótimo presente de natal no link abaixo:

http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ORDEMN2=E&ESTRUTN1=&PALAVRASN1=A%20FOR%C7A%20ETERNA%20DO%20AMOR

Boa leitura!!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dark Romances!

Semana passada fui ao cinema (meu marido não perde o 007 por nada nesse mundo!) e vi o trailer da última parte do "Amanhecer". Como li a série "Crepúsculo" e companhia durante o final meio complicado da gravidez, acho que não postei nada sobre o assunto aqui no blog. Então, aproveitando a deixa do filme, quero deixar claro que os livros são infinitamente melhores! Quem ficou curioso e foi ao cinema conferir os filmes, não pode deixar a curiosidade morrer na telona, tem que conferir os livros. A história de Isabella e Eduard fez tanto sucesso que desencadeou uma série de livros com temática parecida, misturando romance e algo de sobrenatural. Em algumas livrarias utiliza-se o termo "dark romances"para fazer menção a esse tipo de livro. 
Quanto à série de Stephenie Meyer, todos eles são bons, mas meu preferido é o mesmo o último.
O quarto livro, "Amanhecer", reúne tudo de bom, do meu ponto de vista: casamento, amor, louco amor, com direito a lua de mel no Brasil (e tem lugar melhor?!) e aquele lance meio vampiro proibido que já rola desde o primeiro livro. No entanto, relendo o livro, para poder ver o filme e criticar bastante (coisa de gente chata mesmo!) percebi que podemos fazer um paralelo interessante entre o sucesso do crepúsculo e o de outra "saga" que já comentei aqui o "cinquenta tons". Pense bem, o que Eduard e Christian têm em comum? Ambos são homens muito endinheirados e dominadores dispostos a tudo por uma mulher submissa o suficiente para abandonar o resto de suas vidas e viver em função do dito cujo. A diferença é o meio empregado para convencer a candidata. Enquanto um é bem direto e incisivo o outro opta por um aproach delicado no estilo "não quero te morder, mas como posso resistir se vc é tão irresistível?!" 
O fato é que cada vez fico mais convencida de que as mulheres (evidente público alvo destas publicações) estão encantadas com a idéia de ter novamente um "macho provedor". Quem leu a coluna da Marta Medeiros na revista do Jornal O Globo, de domingo passado, viu que ela esta chegando à mesma conclusão, embora por motivos diversos. A idéia de que a mulher de hoje deseja uma dependência financeira que a de ontem tanto lutou para abolir não me causa nenhum espanto, ao contrário da Marta. Vou te dizer que se um vampirinho aparecer aqui em casa me oferecendo tudo que seus milhões podem comprar, eu não vou estender meu pescocinho não...mas se ele me garantisse um dia por semana só para mim, sem filho pra criar, processo para ler, voto para fazer, cardápio para pensar, marido para manter e casa para organizar, eu com certeza não ia usar minha gola rulê. A verdade é que essa coisa de dupla jornada já era cansativa, mas depois dos filhos, a dupla vira tripla e nem todas estão preparadas para segurar esse rojão. Posso garantir que eu não estava. A Revista Época de uns 15 dias atrás falava justamente sobre as mil dificuldades geradas pela visão da maternidade de forma idealizada. A mulher pensa que é só ter o filho e tudo será só alegrias, mas esquece que continua tendo que dar conta de todo resto e ainda criar o filhote, o que não é moleza! Bem, tudo isso não quer dizer que acho ótimo virar uma submissa completa de homem nenhum, longe de mim, mas eu bem que entendo o que o cansaço desta vida moderna pode fazer... A tendência do olhar feminino se voltar primeiro para o bolso do pretendente e depois para os seus predicados é uma realidade. Não é a toa. Quem vive uma vida escravizada pela necessidade do trabalho além de suas forças, em casa e no escritório, não curte a liberdade conquistada pelas feministas de outrora, nem sabe dar o devido valor ao seu livre arbítrio. Na verdade, nem quer saber o que isso significa. É triste, mas esse mundo capitalista está arrasando com o que há de mais feminino. Na prática, nós trabalhamos cada vez mais e temos cada vez menos tempo para o amor e para a maternidade...é uma pena, mas do jeito que a coisa vai continuo achando que a geração do Miguel vai ser uma geração de filhos únicos.

Tudo isso para dizer que os livros da série: "Crepúsculo", "Lua Nova", "Eclipse" e "Amanhecer, de Stephenie Meyer, são ótimos!! kkkkkkkk

Ops, desviei um pouquinho do tema...acho que estou tendo uma semana difícil...rsrsrsrs

Vale a pena ler os livros antes de ver o final nos cinemas, neste mês de novembro!

Segue o link para quem quiser conferir:


Bjs!

sábado, 13 de outubro de 2012

Para ser sincera...

Bom, não vale ler, meter o pau e depois fingir que não continuou lendo, né?! 
Então, para ser totalmente sincera aqui no blog, preciso abrir meu coração e contar que a curiosidade superou a indignação e acabei lendo a continuação do "Cinquenta tons de cinza"da autora E. L. James. Pelo menos não paguei nada por isso, já que os livros estão disponíveis na versão em inglês no 4shared. 
Vale dizer que a versão original já é bem melhor que a tradução no que diz respeito ao vocabulário utilizado...rsrsrsrs.
Lendo o "Cinquenta tons mais escuros"já deu para perceber porque o livro fez um sucesso danado com a mulherada... tudo que era só ultraje no primeiro livro, vira só esperança no segundo. Ele volta a procurá-la todo arrependido e disposto a ser um novo homem já nas primeiras páginas, ela por sua vez, tremendamente apaixonada, acha que tudo vai ser diferente e, para minha surpresa, não é que o sapo vira um príncipe? No terceiro livro, "cinquenta tons de liberdade", que será lançado em português apenas dia 15/11, até eu já estava meio apaixonadinha pelo Christian Grey...apesar de continuar achando que ele era meio safadinho demais para mim...kkkkkkkkkk.
O fato é que a chave do sucesso, sem dúvida, foi a mistura do amor bandido com a redenção pela mudança definitiva e radical ao fim da trilogia. Afinal, qual a mulher que nunca pensou que seria capaz de mudar um homem? tá, a gente pode até saber que "ninguém muda ninguém", mas quem nunca sonhou que o sapo virasse um príncipe do dia para noite? e tem coisa mais lisonjeira do que um homem dizer que seria capaz de mudar tudo só por amor a uma mulher? Não existe mulher na face da Terra que não fique caidinha por um homem capaz de mudar radicalmente por ela. Principalmente se ele for podre de rico e der um audi de presente de aniversário...kkkkkkkkk
Sério, a continuação me fez rir muito, tudo que achei horrível no primeiro livro, ficou bem melhor nos próximos, mas o mais interessante, realmente, foi perceber que este livro demonstra tudo que a maioria da mulherada quer nos dias pós feminismo: um cara rico, que faça todas as suas vontades, super disposto a toda e qualquer mudança, capaz de transar todos os dias como se o mundo fosse acabar no dia seguinte,  que diga "querida, vc sabe que não precisa trabalhar..." e como declaração de amor te leve para a Europa no Iate dele... 

Não posso negar que quando li esta parte da lua de mel no iate imaginei o André cantando aquela música da propaganda do Kuat no Iate... ri muito nessa parte... quem não lembra pode acessar o video aqui, hilário!!


Bom, pelo menos agora eu entendi onde estava o ó do borogodó. 

Até a próxima!