sexta-feira, 8 de março de 2013

Parabéns, Mulherada!!

Oh, vida difícil a das mulheres de hoje, mas acho que todos concordam que já foi muito pior, em termos de saúde, independência, liberdade de expressão, etc... Nunca fomos tão livres, mas em compensação nos deparamos com problemas novos, medos novos; criamos filhos em meio a perigos que muitas vezes são virtuais e passam pela nossa rede social sem ser anunciados propriamente. Consolidamos nossas relações em uma sociedade de amizades superficiais, relacionamentos descartáveis, vidas de pura aparência, sem nenhum conteúdo. Recriamos nossa fé, em tempos de materialismo máximo...
Em qualquer tempo ou lugar ser mulher é um desafio, por si só, mas cheio de sensações só nossas: o nascimento de um filho, o amor que nasce com ele, a alegria de presenciar suas grandes pequenas descobertas a cada dia; o elogio do homem amado, seu abraço apaixonado mesmo no momento de crise; o conforto de uma palavra bem dita que só aquela amiga pode te oferecer; a sensação gostosa de caber naquela roupa prévia ao momento gestação (ai, como deve ser bom...rsrsrsrsrs).
Enfim, no dia internacional da mulher, minha homenagem a todas elas, só pela imensa coragem de serem mulheres de verdade, dessas que criam filhos, arrumam a casa, vão para o trabalho, fazem declaração de imposto de renda e ainda acham um tempinho para namorar...
 
Parabéns para nós, mulheres do mundo de hoje, antenadas com o que vem por aí!
 
Segue texto do Pablo Neruda que ganhei hoje. Compartilho o presente com a mulherada, porque não tem como não se identificar! bjs!!
 
"Mulheres
 
Elas riem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
 
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
 
Elas andam sem novos sapatos
para sua criança poder tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
 
Elas choram quando suas crianças adoecem e
se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento."

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Terra em transição!

Sabendo do quanto gosto deste tema, minha prima Teresa me presenteou neste natal com um novo livro chamado "Planeta Terra em transição", um romance da Chico Xavier Editora, de Izoldino Resende, pelo espírito Ismael.
A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi a palavra "psicofonia" na capa e não psicografia como muitos outros.
Na verdade, em ambos os fenômenos o livro é ditado por espírito, sendo que na psicofonia ele o faz através da voz do médium e não de sua mão, como na psicografia.
Na wikipedia, temos o seguinte significado para o termo: Psicofonia (do grego psyké, alma e phoné, som, voz), de acordo com a Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espíritose comunica através da voz de um médium.
Vivendo e aprendendo.
O livro aborda o período de meados do séc XIX até os nossos dias, explicando como se deu o processo de reencarnação de vários espíritos magnetizados durante séculos de existências equivocadas, como uma espécie de última chamada, uma última chance...para tomar o rumo certo ou pegar o próximo comboio para outro planeta em fase primitiva. Alguns deles acabam se deixando levar pelas más tendências e contribuindo para as duas grandes guerras mundiais, o que visto do lado espirita deve ter sido uma tragédia maior ainda, pelo trabalho que deu preparar tantas encarnações só para ver os mesmos espíritos se perderem pelos mesmos erros! Dá uma tristeza...
Por outro lado, algumas informações me pegaram de surpresa e não sei bem a credibilidade deste autor porque nunca tinha lido nada dele. Por exemplo, ao falar do nazismo ele explica que muitos campos de  concentração, no plano espiritual eram áreas de domínio e vingança de judeus revoltados querendo manter seus perseguidores em cativeiro, numa espécie de nazismo ao contrário. Ainda em relação ao destino de Hitler, muito embora já tenha ouvido em diversas palestras que este foi mantido em isolamento numa esfera inacessível do umbral, este livro expressamente menciona a sua retirada do planeta Terra, como algo que ocorreu tão logo após o seu desencarne.
Fora algumas dúvidas que tive em relação ao que ele narra como uma visita de um espírito da Terra a um planeta muito mais avançado, de onde teria sido jubilado... Não achei que isso seria viável dado tamanha discrepância entre o nível evolutivo do espírito e do planeta em questão, que seria um mundo superior, muito mais avançado na escala evolutiva do que a Terra.
Bem, tenho dúvidas e ponto, mas acho que mesmo quando um livro levanta dúvidas, de alguma 
maneira, é porque nos fez refletir sobre a doutrina, o que por si só já é muito bacana! 
Fica a dica de mais um livro sobre este tema tão interessante!
Obrigada, prima! Vc acertou em cheio na temática! Adorei o presente!
Até a próxima!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Na onda da Turquia!

Esse negócio de novela internacional é muito engraçado! 

Lembro que na época daquela novela "caminho das Índias" me deu uma vontade danada de ir para lá, como não fui, aproveitei para ler o "comer, rezar e amar" e passear um pouco por lá! Amei o livro da Elizabeth Gilbert, vi o filme, com a Julia Roberts, e a vontade sossegou... 

Eu nunca pensei em chegar nem perto da Turquia, mas sabe que de tanto ver e ouvir falar daquele passeio de balão pela capadócia já estou até curiosa?! As agencias de turismo agradecem, né? Minha chefe já está toda animada para conferir o que a Turquia tem de bom nas ferias dela!

Confesso que minha curiosidade, neste caso, não vai me levar tão longe (Miguel ainda não está pronto para o balão e tudo mais...), mas se der para conferir um pouquinho da Turquia sem sair do sofá, eu topo!

Eis que vagando pela livraria Argumento achei o livro da Tatiana Salem Levy, "A chave de casa", da editora Record. Ele ganhou o prêmio de literatura de Sao Paulo de 2008, segundo a contracapa, mas eu só tomei conhecimento dele agora, então, para mim foi uma novidade! E veio bem a calhar! 

A personagem principal recebe do avô uma chave da casa onde ele morou na Turquia e decide ir até lá em busca das origens da família e de uma compreensão maior sobre como esse passado influencia seu presente.

A narrativa é diferente de tudo que já tinha lido. A própria personagem vai contando sua vida por uns flashes de memórias, sem explicar detalhes, apenas criando um cenário como se fosse exatamente isso: uma recordação. A partir desses momentos isolados vai se formando um quebra-cabeça que conta a relação dela com a mãe e com um homem que foi sua grande paixão, com todos os dramas e delicias destas relações nem sempre muito fáceis...

A parte da viagem à Turquia não foi o melhor do livro, as descrições deixam muito à imaginação, mas gostei de andar a esmo por Istambul nas palavras dela! 

Acho que acabo me identificando um pouco com a busca dela, porque eu mesma já senti essa curiosidade de conhecer de onde meus avós vieram, o que seus olhos foram acostumados a mirar, quais os seus referenciais, o que os empurrou além mar, enfim, o que os trouxe para a vida na qual eu os encontrei quando vim ao mundo. 

A gente acha que vai até lá e pronto. Vai entender tudo. 

Não entende, não, mas pelo menos conhece aquilo de que só ouviu falar... Se identifica e passa a gostar daquele lugar, daquele povo, daquela paisagem que nunca tinha visto, mas que parece tao familiar! Isso não tem preço!

O livro me fez sentir um pouco essa emoção, principalmente, porque depois da Turquia ela chega a Portugal! Ali, finalmente, se encontra. Também, quem não se faz feliz em Lisboa?!

Achei um bom livro, surpreende, prende a atenção e nos leva por lugares interessantes, tem coisa melhor para um fim de semana chuvoso?

Fica a dica!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Recomeço!

Esta semana o ano começa de verdade para mim!

O recesso forense terminou e voltei ao trabalho na segunda-feira! 

Depois de tantos dias grudadinhos que dificuldade deixar o filhote novamente...

E assim começa tudo outra vez.

Este ano quero tudo diferente! 2012 foi intenso de todas as formas, sofrimento e felicidade extremos, um ano difícil do início ao fim...já estava mesmo na hora de ficar para trás. 2013 será um ano melhor, mais calmo, espero! 

Com toda a confusão de fim de ano, mais o aniversário do Miguel, acabei não fazendo aquela retrospectiva básica do ano que passou, não joguei tarô, não li os búzios, não tirei as runas, nem  mesmo pensei em uma meta para o ano novo...a única coisa que pedi a Deus na virada do ano foi saúde, mesmo assim porque estava sentindo que o desequilíbrio físico era inevitável!

Só agora que a vida volta ao normal é que consigo pensar no que passei e decidir o que quero para o futuro que já chegou: quero ser melhor.

O ano só será melhor se eu for uma pessoa melhor!

E preciso começar sendo melhor para mim mesma. Sinto uma necessidade urgente de cuidar melhor de mim. Odeio ir ao medico, mas esse ano eu vou. Detesto fazer dieta, mas este ano vou comer melhor (sem cortar nada radicalmente, apenas tentando incluir hábitos mais saudáveis). Odeio academia, mas vou escolher uma atividade física que possa fazer à noite. 

No ano passado eu pensei o tanto nos outros, na felicidade do outros, na opinião dos outros, na aprovação dos outros...que deu tudo errado! Claro! Preocupação demais com o outro e nenhuma consigo mesma é insatisfação garantida!

Preciso estar bem comigo para conviver bem com o mundo.

As divergências sempre vão existir na vida em relação, mas elas não precisam ganhar uma proporção exagerada pelas expectativas frustradas, pelas cobranças desnecessárias e pela insegurança generalizada.

O desgaste de tentar controlar tudo, acertar tudo, é sempre em vão quando parte de um esforço solitário e, no fim, acaba sendo confundido com um gesto totalitário.

Em 2013, eu quero ser melhor, viver melhor, conviver melhor...quero respirar fundo, abrir as jaelas e recomeçar.

O texto do mulher 7x7 de Isabel Clemente me ajudou a esfriar a cabeça e me deu um alento nessa difícil meta que escolhi para mim.

Segue a dica para quem ainda está em ritmo de ano novo!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um aniversário especial!

"Parabéns, parabéns,
hoje é o seu dia que dia mais feliz!!!"

Esta semana meu filho completa um ano de vida!

Nesta primeira semana do ano, impossível não lembrar que há exatamente um ano atrás eu passava pelos meus últimos dias de grávida, para dar à luz o meu primeiro rebento: Miguel, em 05/01/2012.

Nome de anjo para um bebê nascido de um verdadeiro milagre, em um parto que tinha tudo para dar errado, embora eu só soubesse disso ali naquela hora.

Não poderia ter escolhido melhor.

Miguel foi mesmo muito protegido.

Neste primeiro ano, tudo correu bem e ele cresce forte, saudável e feliz, graças a Deus!

Não por acaso a leitura desta semana foi o livro do Diogo Mainardi, "A Queda: Memórias de um pai em 424 passos", da editora Record, lançado em 2012. 

Comprei e li em dois dias. 

A história narra a convivência dele com o filho Tito que por um erro médico sofreu asfixia no momento do parto o que ocasionou a paralisia cerebral. O livro começa explicando o momento do diagnóstico, as circunstâncias do nascimento, em Veneza, e se desenvolve contando como se deu a relação entre pai e filho nos primeiros anos de vida, ao mesmo tempo em que narra eventos da história e da arte relacionando-os com a vida de Tito. 

Ao contrário do que pode parecer, o livro não tem um apelo emocional negativo, não é triste ou deprimente. Muito pelo contrário, o autor me surpreendeu justamente por falar de modo objetivo do quanto esse filho foi bem vindo e amado desde aquele início de vida, sem deixar transparecer um "apesar da paralisia". O livro emociona porque é o relato da preocupação e do carinho de um pai que ama incondicionalmente aquele filho e passa a pautar a sua vida em função do que seria melhor para sua vida familiar.

No final, só consegui pensar que o Tito é um menino de muita sorte, porque nem todos os pais estão preparados para apoiar os filhos em toda e qualquer circunstância com tanta generosidade e abnegação. Não por falta de amor, mas por falta de força, de fé, por excesso de expectativas criadas durante toda a gravidez, por egoísmo...

O meu Miguel poderia ter sido o Tito, mas não sei se eu seria capaz de ser uma mãe tão forte. Eu não sei se eu seria um Diogo Mainardi com tanta tranquilidade. 

Neste dia, pensando no quanto Deus foi bom para nós, só posso agradecer por tudo ter sido diferente conosco. Cada sorriso, cada passinho, cada gracinha é uma benção para mim.

Tudo que desejo para este filhote é que ele se sinta exatamente assim, como eu o vejo, abençoado! Que ele seja envolvido em muito amor, muita paz e muita alegria, neste dia! Que cresça feliz para se tornar um homem de bem, como o pai. Que ele se sinta acolhido por nossa pequena família reunida para comemorar a vitória dele!

Olha que coisa mais fofa ele devorando seu primeiro livro! kkkkkk....



Sou muito, muito, grata por este primeiro aniversário!

Parabéns, filhote!








sábado, 29 de dezembro de 2012

Escravidão sob a visão espírita!

Olá,

Não existe nada mais prazeroso do que curtir a semana entre o natal e o reveillón entre as páginas de um bom livro...seja na praia, na varanda de casa, na piscina ou, no meu caso, no sofá da Tia Maria, buscando um ventinho em Teresópolis! (Ainda bem que levei o ventilador só para garantir!)

Esta semana me debrucei com afinco sobre um novo romance espírita: "Sob a Égide da Cruz", psicografado por Elizabeth Pereira, ditado pelos espíritos Sophie e Cristóvão, editado pela Vivaluz Editora, primeira edição, 2012. 

A história começa no período das invasões Holandesas, na época do Brasil colonial, quando um grupo de espíritos encarnados no engenho Massapê, em Pernambuco, se vê as voltas com os compromissos assumidos no auge da escravidão no Brasil. 

Nesta fase é muito bacana a abordagem das vicissitudes sofridas pelos escravos e de como esta prova poderia significar uma grande oportunidade de resgate para uns, mas de crescimento e evolução para muitos missionários também, já que não raro espíritos de luz encarnavam nesta difícil condição e acabavam contribuindo para atenuar o sofrimento de todos que habitavam as senzalas, disseminando a humildade e a resignação entre corações revoltados. 

Este mesmo grupo, posteriormente, reencarna em Minas Gerais, na cidade de Diamantina, já no final do século XIX. A partir daí o enredo se concentra mais na relação de um casal que tem como objetivo resgatar os compromissos pretéritos, assumidos no engenho, lutando no presente pela causa abolicionista.

Só final do livro é que percebi que havia um romance anterior com estes mesmos personagens, chamado "Horizonte Vermelho" (prometo que vou ler este e comentar aqui também, fica para 2013!), mas não são tão encadeados que a leitura deva se dar nesta ordem necessariamente.

É interessante ver como, ao mesmo tempo em que os personagens desejam estar juntos, cada um se vê atado às obrigações assumidas na espiritualidade, das quais são lembrados em sonhos, quando se encontram com o preto velho que seria o guia do casal nesta empreitada.

Neste ponto do livro confesso que bateu uma inveja básica... eu nunca me lembro de sonho algum! Sempre rezo antes de dormir, peço proteção etc... e mesmo fazendo tudo como manda o figurino, mesmo que nem durma durante a oração, mesmo assim, não sonho com meu guia espiritual! 

Não tenho dúvida de que ele exista. Sei que me protege e até percebo um ou outro sinal de que estou no caminho certo ou não, mas eu sinto falta de ver e ouvir um conselho em um momento difícil. 

No livro, os sonhos são verdadeiros meios de comunicação entre os dois planos, em que os encarnados são esclarecidos e lembrados de seus compromissos o tempo todo. Em várias passagens, na verdade, o preto velho rouba a cena, com suas lições que demonstram as leis de causa e efeito, falam de parábolas de Jesus e aplicam as passagens do evangelho ao momento vivido pelos personagens. 

Aí a gente fica tentando absorver aquelas palavras e meio que quer encaixar elas na nossa vida...mas não é tão simples. Queria mesmo é que meu guia me esperasse dormir, pegasse na minha mão e me explicasse o porquê desta decepção, o porquê daquela tristeza, o que fazer para mudar de sintonia e não me deixar levar pelo desequilíbrio nos momentos de raiva... Seria tão mais fácil se durante o sono tudo me fosse explicado e eu acordasse certa do rumo a tomar. 

Às vezes, me pego desejando menos livre arbítrio e mais receita de bolo para viver... Se alguém tiver uma, adoraria receber por email! É pedir muito?

Um 2013 leve, cheio de saúde, luz, paz, amor e muitos sonhos bons!

É o que desejo para meu filhote e para todo mundo!

Fica aí no link abaixo a última dica do ano:


Te vejo no ano novo!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A força do amor!

Ho-Ho-Ho!!!

É natal!

A sáude, a alegria e a união da minha pequena família são meus maiores presentes neste natal e por eles sou muito, muito grata!

Apesar de acreditar que meus maiores tesouros são imateriais, não posso deixar de agradecer também pelo conforto e pela prosperidade que me permitem proporcionar ao Miguel o que de material ele possa precisar.

Ainda mais grata fico quando percebo as dificuldades e provas que pessoas bem próximas procuram superar.

No conforto de nossos lares, do nosso escritório ou local de trabalho, nem sempre percebemos que há pessoas vivenciando realidades muito distintas. Enquanto gastamos o nosso 13° salário em presentes de amigo oculto e festas de fim de ano, a auxiliar de serviços gerais que ainda não recebeu sequer o salário de dezembro pensa em como driblar a dura realidade diante da falta do básico.

Esta semana minha leitura parecia encomendada para responder às minhas dúvidas. Enquanto o pessoal se reunia numa vaquinha para ajudar a mitigar a situação difícil de uma funcionária terceirizada do nosso escritório, eu pensava no quanto isso é pouco...voltei para casa pensando em todos os que como ela vivem um natal de dureza, sem salário, sem saúde, sem uma família acolhedora...sei lá, sem o tudo que me parece tão banal no dia-a-dia... e pensei no pouco que faço por estas pessoas. Esse pensamento me causou uma angústia...

Aí entrou o livro de Robson Pinheiro, intitulado "A Força Eterna do Amor", ditado por Teresa de Calcutá, publicado pela editora Casa dos Espíritos.

A figura de Madre Teresa, seu olhar, suas mãos, me transmitem uma força que nunca associei ao medo ou a qualquer tipo de insegurança. Suas palavras sempre carregadas de uma simplicidade chocante falavam direto aos corações de milhares de pessoas. Sua imagem me passava uma paz instantânea.

Só pela foto da capa o livro já teve um apelo enorme ao meu coração.

Quanto mais lia, mais minhas impressões a respeito desta personalidade se confirmavam...mas um trecho me surpreendeu; no qual ela faz menção à importância de superar os nossos medos e dar o primeiro passo, praticar mesmo pequenas atitudes, que podem ter um impacto maior no futuro. Acho que me surpreendi porque para mim as atitudes dela eram sempre tão grandiosas em amor, generosidade, trabalho pelo próximo...que pareciam muito distantes da minha insignificância.

Tenho certeza que a leitura foi uma resposta aos meus questionamentos desta semana!

Transcrevo a passagem de fls. 144/145 que calou minha inquietude e pode ser que fale ao coração de mais alguém:

"(...) Teimosa, muito mais que corajosa, empreendi um trabalho que começava primeiro dentro de mim. Sabia que algo eu era capaz de realizar - ou Deus, através de mim, ainda que nunca imaginasse o quanto se concretizaria. Sempre me considerei uma gota neste imenso oceano da vida, da humanidade, e assim pensei que poderia fazer um pouquinho só de cada vez; que valeria carregar apenas um tijolo, fazer ao menos uma migalha do que teria de ser feito. E, para a migalha, eu tinha coragem - muito embora jamais cogitasse que essa migalha inspiraria outras pessoas a fazer muito mais. Na verdade, passo a passo descobri que o medo cedia à medida que eu caminhava; que a coragem crescia na proporção do amor e da fé dedicados ao pouco que realizava. Descobri em mim uma força que em momento algum supus deter. Percebi que estava ao meu alcance amar intensamente, tão intensamente quanto possível, apesar de não poder fazer coisas grandiosas. Logo canalizei minhas certezas, minha esperança e minha coragem para a força do amor. Se não pudesse realizar grandes feitos, então me derramaria inteira, até que o amor doesse ao máximo, naquela pequena contribuição que eu conseguiria dar. Hoje tenho certeza de que o medo é tão somente um obstáculo a transpor, a fim de que nos impulsionemos, pela fé e pelo amor, rumo às realizações que, mesmo pequenas, podem modificar o panorama do globo. (...) Cristo, conforme compreendo sua mensagem, jamais nos pediu que fizessemos grandes feitos ou fôssemos santos, missionários. Pediu-nos apenas que amássemos. E é claro que tinha consciência, ao formular semelhante pedido, de que cada um de nós amaria numa medida e numa dimensão diferente. De modo que não há lugar para comparações entre  o que esta ou aquela pessoa fez ou faz pela humanidade; o que se pode confrontar é a coragem individual em demonstrar o amor com que se é capaz de amar (...)"

O livro é todo muito bonito e muito emocionante, mas sabe quando você uma passagem e ela fala contigo? te diz o que precisava ouvir?

Nessa passagem, Teresa de Calcutá falou para mim...

Que neste Natal, o amor nos impulsione ao abraço mais forte, ao telefonema difícil, ao email que sempre esquecemos de mandar... a realizar aquela pequena atitude que está ao nosso alcance. Que seja o amor essa força a nos aproximar uns dos outros, seja como for!

Fica a dica de um ótimo presente de natal no link abaixo:

http://www.livrariasaraiva.com.br/pesquisaweb/pesquisaweb.dll/pesquisa?ORDEMN2=E&ESTRUTN1=&PALAVRASN1=A%20FOR%C7A%20ETERNA%20DO%20AMOR

Boa leitura!!