Há fases de verdadeiro caos na vida de qualquer pessoa, mas o que tenho percebido em conversas com amigas, com familiares e até entre colegas de trabalho é que impera um certo sentimento de loucura coletiva em quase todo mundo...rsrsrsrs.
Sério, eu estou chegando à conclusão de que minha geração vive mesmo uma sociedade de extremos na qual os sentimentos são muito exacerbados e alguns radicalismos acabam dando um tom de fim dos tempos à nossa vida moderna, como se ninguém fosse escapar dessa loucura que se instalou em nosso bairro, nossa cidade, nosso país.
Quando até no consultório do pediatra vc se percebe alvo de um tipo de propaganda ou quando até a maternidade virou uma oportunidade para o show business é porque tem alguma coisa errada, não?? Quando a gente trabalha mais porque precisa dar uma boa educação aos filhos e aí passa a achar que, porque tá pagando caro, a escola tem obrigação de devolver ele educadinho, pronto e acabado, é porque alguma coisa ficou fora do lugar, né? Quando de repente a gente se pega se privando de fazer o que gosta para pagar este ou aquele bem de consumo, um sinal de alerta tem que tocar na hora, ou será que não? Quando a gente reclamada de pagar o FGTS para a pessoa que mantem limpa a casa que foi paga em parte com o nosso, tem que ter uma parada meio errada nesse raciocínio, certo?
Eu sempre penso umas coisas assim e fico achando que ninguém mais deve pensar isso...aí converso com um e com outro e vejo que um montão de gente também acha isso tudo muito louco...kkkkkk
Nunca tinha me deparado com um livro que espelhasse esse sentimento de caos coletivo e analisasse friamente o que causa esse fenômeno social.
Aí, esbarrei neste livro: "A Era da Loucura: Como o mundo moderno tornou a felicidade uma meta (quase) impossível", do Michael Foley, editado pela Editora Alaúde, 1ª edição de 2011.
Vou te falar que levei quase dois meses para terminar de ler...foi uma leitura árdua! Não pelo conteúdo que é super interessante, mas pelo excesso de informações e citações, além de uma letrinha miúda que convida ao sono para quem como eu só tem uma horinha para ler, na cama, antes de dormir (se o pequeno dormir cedo...).
Bem, resumindo muito, o livro aborda justamente os conceitos de felicidade nas diversas áreas do conhecimento e como a rotina da vida moderna, com o excesso de tecnologias, a demanda cada vez maior por novos produtos, nos desvia do caminho que poderia nos levar a ela, já que há uma crônica insatisfação coletiva, gerada pelos males de nosso tempo, como o consumismo, por exemplo.
Depois de lido, o livro não transmite uma mensagem clara e objetiva sobre como ser feliz hoje apesar de tudo parecer tão louco (que pena, hein?!rsrsrsrs), mas acho que para cada leitor vai reforçar aquilo que realmente importa: a busca.
No caminho de Santiago aprendi que mais importante que chegar era o caminho.
O livro me fez lembrar que muito mais importante do que um conceito de felicidade, que é mutável ao longo da vida, é não perder o ânimo de buscá-la, mesmo nas circunstâncias desfavoráveis que nem sempre podem ser modificadas imediatamente.
Eu precisava lembrar disso. Se vc quiser encarar, fica a dica de um bom livro para um momento reflexão!
Até o próximo!
Este blog destina-se a compartilhar experiências literárias, mais ou menos como uma catarse da leitora ávida que busca dividir com o mundo suas impressões sobre a leitura do momento...
sábado, 6 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Aos noivos!
Neste último sábado casaram-se Pri e Leo, minha irmã querida e meu cumpadre, agora cunhadinho oficial. Esse post é dedicado a eles.
Proveniente de uma família lusitana de relações muito apaixonadas e calorosas (para o bem e para o mal), minhas emoções em relação ao casamento anunciado há alguns meses pela minha irmazinha do meio eram conflitantes...uma mistura de felicidade, ansiedade, frio na barriga, apreensão e um ciúme de quem percebe que ele vai mesmo levar ela embora, para uma vida só deles, longe das minhas vistas (a umas duas ruas de distância...mas enfim!) e da qual eu não sou personagem principal, sou só platéia.
Que infantil, né?! credo...que apego possessivo é esse?? Afinal, quero que ela cresça e seja feliz! Sei que vc está lendo e me achando uma boba...
Também acho, mas vou mentir justo aqui? melhor não...
Enfim, o casamento foi tudo que eles são: alternativo, divertido, surpreendente, emocionante, íntimo, aconchegante, acolhedor e lindo! Perfeito até nas adversidades, como desejava que fosse para ela e como eu sei que será a sua vida de casada...
Ali na festa não houve espaço para desafetos ou desencontros, quais?! Já nem me lembro mais...Meu peito estava repleto de um orgulho besta de quem acha que contribuiu para vê-la se tornar aquela noiva linda. Minha memória inundada pelas recordações maravilhosas que vivemos em outros momentos em família...uma viagem para a fazenda do Vô beto, um carnaval em Arraial, o primeiro aninho da Pri em Teresópolis, a formatura da tia Cris (a primeira que assisti), o casamento das minhas tias, a festa dos 15 anos de uma prima, o Natal da Vó Dulce, as peladas do meu pai em nosso sítio, o batizado de um primo, uma festa surpresa para a Deborah, férias na casa do Vovô em Barra de São João, meu casamento (ah, um suspiro!), o primeiro aninho do Miguel, um churrasco há mil anos atrás no sítio do "Tio Tuninho" em Maricá... que para mim é "tio"mesmo sendo primo...rsrsrsrs.
Família é mesmo uma maravilhosa invenção de Deus. Sou grata pela minha, até pelos seus erros, porque com eles aprendo todos os dias tudo o que sou e o que quero tentar não ser. Tenho amor por ela, toda ela, com seus agregados pelo casamento ou pelos namoros longos... porque quando reunida ela me traduz em sua alegria, paixão, rompantes e tradição vascaína, pintando a vida em cores fortes, como o batom vermelho da Deborah, minha irmã caçula, o destaque no quesito Glamour da festa!
Quero ela sempre assim, repleta em suas imperfeições, complexidades e maravilhas, porque afinal somos todos feitos do mesmo barro e da nossa mistura nascem imagens gloriosas que nem o mais fino cristal poderia representar.
Casamento não é moleza, tem seus altos e baixos, mas com a pessoa certa é um encaixe perfeito, mesmo nas suas extremidades mais pontiagudas e nas rachaduras que parecem não ter mais como colar. É o amor que vai burilando cada faceta das personalidades envolvidas, vai mesclando qualidades e defeitos até que ninguém sabe onde começa um e termina o outro.
Acho sempre minha mãe cada vez mais parecida com meu pai e acho ele tão melhorado por ela...é isso: o casamento.
A Pri e o Leo são a pessoa certa um do outro. Eu sei disso (eu e minhas certezas de quem se acha dona da verdade, mas deixa quieto....). A felicidade deles é a minha. Dela virão novos integrantes desta engrenagem que só vai funcionando e seguindo em frente, multiplicando suas funcionalidades e melhorando sua performance. Vai funcionar bem para sempre...porque não acredito que a morte nos separe.
Nenhum casal jamais foi tão abençoado em uma união tão ecumênica!
O Escritos e lidos presenteia o casal com um texto que faz parte da minha história, que conheci quando casei e que sempre leio quando preciso me lembrar o que significa estar casada e o quanto quero que dê certo!
Compartilho com vcs na esperança de que ele renove os votos e desejos de felicidade que receberam de todos e na expressão da minha gratidão à vida por mais esse lembrete do que realmente importa para mim!
Meninos, sejam bons um com o outro e tudo vai dar certo!
Stick together!
Boa viagem!!
Bjs!
"CÂNTICO DE NÚPCIAS
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Cantarão para nós os mesmos pássaros,
e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós
as invisíveis asas.
Temos agora por espelho os nossos olhos;
o teu riso dirá a minha alegria,
e o teu pranto, a minha tristeza.
Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;
se eu adormecer, serás o meu sonho;
e serás, ao despertar, o sol que desponta.
nossas almas, uma só alma.
Cantarão para nós os mesmos pássaros,
e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós
as invisíveis asas.
Temos agora por espelho os nossos olhos;
o teu riso dirá a minha alegria,
e o teu pranto, a minha tristeza.
Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;
se eu adormecer, serás o meu sonho;
e serás, ao despertar, o sol que desponta.
Nossos mapas serão iguais,
e traçaremos juntos os mesmos roteiros
que conduzam às fontes escondidas
e aos tesouros ocultos.
Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo,
partiremos na ceia o mesmo pão;
meus amigos serão os teus amigos,
perdoaremos com iguais palavras
aqueles que nos invejam.
e traçaremos juntos os mesmos roteiros
que conduzam às fontes escondidas
e aos tesouros ocultos.
Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo,
partiremos na ceia o mesmo pão;
meus amigos serão os teus amigos,
perdoaremos com iguais palavras
aqueles que nos invejam.
Será nossa leitura à luz da mesma lâmpada,
aqueceremos as mãos ao mesmo fogo
e veremos em silêncio desabrochar no jardim
a primeira rosa da Primavera.
Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem,
e não mais saberemos distinguir em cada um
os meus traços e os teus,
o meu e o teu gesto,
e então nos tornaremos parecidos.
E nem o mundo nem a guerra nem a morte,
nada mais poderá separar-nos,
pois seremos mais que nunca,
em cada filho,
uma só carne
e um só coração.
aqueceremos as mãos ao mesmo fogo
e veremos em silêncio desabrochar no jardim
a primeira rosa da Primavera.
Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem,
e não mais saberemos distinguir em cada um
os meus traços e os teus,
o meu e o teu gesto,
e então nos tornaremos parecidos.
E nem o mundo nem a guerra nem a morte,
nada mais poderá separar-nos,
pois seremos mais que nunca,
em cada filho,
uma só carne
e um só coração.
Que o homem não separe o que Deus uniu.
Que o tempo não destrua a aliança que nos prende,
nem os amores, o amor.
Que o tempo não destrua a aliança que nos prende,
nem os amores, o amor.
Que eu não tenha outro repouso que o teu peito,
outro amparo que a tua mão,
outro alimento que o teu sorriso.
E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.
E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.
outro amparo que a tua mão,
outro alimento que o teu sorriso.
E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.
E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.
Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.
Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute..."
nossas almas, uma só alma.
Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute..."
(Dom Marcos Barbosa)
sexta-feira, 15 de março de 2013
A ditadura dos pequenos!
Se tem um assunto que paira sobre meus pensamentos constantemente é como não deixar que minha vida gire em torno do meu filhote a ponto dele se sentir o todo poderoso da família.
No primeiro aninho a gente fica por conta deles mesmo, não tem jeito. É um bebezinho, cheio de gracinhas, fofinho, cheirando a Johnson&Johnson...praticamente impossível não ficar refém dele. Entre mil coisas que eu tinha para fazer, se ele estivesse acordado, era com ele no colinho que eu queria ficar! Em nome da continuidade do casamento, a partir dos seis meses, a gente começa a deixar com a mãe, para um jantar, com a sogra, para pegar um cineminha, ou com a tia, para ir naquele anivesário de um amigo...acha que precisa de um tempo sem ele, mas o coração fica na mão, a saudade aperta, vc se sente culpada mas finge que não é nada e está tudo bem...para felicidade geral da nação.
A partir de um aninho, vc percebe que a criança sabe quando vai ser deixada para trás. Começa a escolher só programas que possa levá-la, compensa a ausência deixando o que sabe que não pode...Só que a partir daí os pequenos vão determinando muitas outras escolhas...o que acho perfeitamente normal, porque quem decide ter filhos já optou por prioridades e programas totalmente diferentes por um bom tempo. É obrigação dos pais que já trabalham a semana inteira proporcionar momentos de lazer em família que incluam uma programação voltada para os filhos pequenos, pelo menos nos fins de semana...
O que me preocupa é o que vem depois...(porque eu sou ansiosa e estressada por natureza, sempre me preocupo com o que está no futuro e, claro, quando ele vira presente sempre me surpreende com algo que eu jamais teria pensado...e eu constato que me preocupei o tempo todo com a coisa errada!)
O problema é que observo a minha volta pequenos ditadores, crianças que mandam literalmente na vida dos pais (aqueles que criam efetivamente os filhos, sem a história da terceirização para as babás). E o pior é que acho que isso aconteceria facilmente comigo...sem perceber, para evitar me aborrecer e por cansaço mesmo, se o filho chora pela 3 vez eu dou o que ele quer...mesmo sabendo que não devia dar.
Em um passeio no parquinho de um shopping, vejo as crianças decidindo a hora de ir embora e não os pais. No restaurante, se a criança decide que não come, ela não come e pronto, nem deixa a mãe comer (isso para mim foi o fim da picada, fiquei muito solidária com aquela mãe).
E aí fico pensando em todas as vezes que eu tento fazer alguma coisa com o Miguel e ele se recusa a cooperar...se eu chego no lugar e ele chora e faz pirraça, meu primeiro pensamento é ir embora.
Miguel está vidrado nas gavetas. Ele abre mil vezes (e eu nunca lembro de comprar o tal dispositivo de segurança para gavetas), na milésima vez, eu deixo ele brincar e tirar tudo da gaveta. Simplesmente porque já não aguento mais dizer não.
Ele se recusa a entender o não. Será que é o início da ditadura do filho único aqui em casa?
Bom, pelo visto minha preocupação tem algum fundamento...porque não é que tem um livro sobre o assunto? Esbarrei neste artigo no site da folha e resolvi compartilhar minhas ansiedades, quem sabe alguém tem mais uma dica de leitura para mães excessivamente neuróticas?
Enquanto isso, vou tentando evitar o golpe de estado do Miguel com as técnicas da super nanny, mas devo confessar que ele não está entendendo muito bem o lance do castigo...se ele fica rindo no castigo acho que não surte muito efeito, né??
Céus....
sexta-feira, 8 de março de 2013
Parabéns, Mulherada!!
Oh, vida difícil a das mulheres de hoje, mas acho que todos concordam que já foi muito pior, em termos de saúde, independência, liberdade de expressão, etc... Nunca fomos tão livres, mas em compensação nos deparamos com problemas novos, medos novos; criamos filhos em meio a perigos que muitas vezes são virtuais e passam pela nossa rede social sem ser anunciados propriamente. Consolidamos nossas relações em uma sociedade de amizades superficiais, relacionamentos descartáveis, vidas de pura aparência, sem nenhum conteúdo. Recriamos nossa fé, em tempos de materialismo máximo...
Em qualquer tempo ou lugar ser mulher é um desafio, por si só, mas cheio de sensações só nossas: o nascimento de um filho, o amor que nasce com ele, a alegria de presenciar suas grandes pequenas descobertas a cada dia; o elogio do homem amado, seu abraço apaixonado mesmo no momento de crise; o conforto de uma palavra bem dita que só aquela amiga pode te oferecer; a sensação gostosa de caber naquela roupa prévia ao momento gestação (ai, como deve ser bom...rsrsrsrsrs).
Enfim, no dia internacional da mulher, minha homenagem a todas elas, só pela imensa coragem de serem mulheres de verdade, dessas que criam filhos, arrumam a casa, vão para o trabalho, fazem declaração de imposto de renda e ainda acham um tempinho para namorar...
Parabéns para nós, mulheres do mundo de hoje, antenadas com o que vem por aí!
Segue texto do Pablo Neruda que ganhei hoje. Compartilho o presente com a mulherada, porque não tem como não se identificar! bjs!!
"Mulheres
Elas riem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos
para sua criança poder tê-los.
Elas vão ao médico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem e
se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento."
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Terra em transição!
Sabendo do quanto gosto deste tema, minha prima Teresa me presenteou neste natal com um novo livro chamado "Planeta Terra em transição", um romance da Chico Xavier Editora, de Izoldino Resende, pelo espírito Ismael.
A primeira coisa que me chamou atenção no livro foi a palavra "psicofonia" na capa e não psicografia como muitos outros.
Na verdade, em ambos os fenômenos o livro é ditado por espírito, sendo que na psicofonia ele o faz através da voz do médium e não de sua mão, como na psicografia.
Na wikipedia, temos o seguinte significado para o termo: Psicofonia (do grego psyké, alma e phoné, som, voz), de acordo com a Doutrina Espírita, é o fenômeno mediúnico no qual um espíritose comunica através da voz de um médium.
Vivendo e aprendendo.
O livro aborda o período de meados do séc XIX até os nossos dias, explicando como se deu o processo de reencarnação de vários espíritos magnetizados durante séculos de existências equivocadas, como uma espécie de última chamada, uma última chance...para tomar o rumo certo ou pegar o próximo comboio para outro planeta em fase primitiva. Alguns deles acabam se deixando levar pelas más tendências e contribuindo para as duas grandes guerras mundiais, o que visto do lado espirita deve ter sido uma tragédia maior ainda, pelo trabalho que deu preparar tantas encarnações só para ver os mesmos espíritos se perderem pelos mesmos erros! Dá uma tristeza...
Por outro lado, algumas informações me pegaram de surpresa e não sei bem a credibilidade deste autor porque nunca tinha lido nada dele. Por exemplo, ao falar do nazismo ele explica que muitos campos de concentração, no plano espiritual eram áreas de domínio e vingança de judeus revoltados querendo manter seus perseguidores em cativeiro, numa espécie de nazismo ao contrário. Ainda em relação ao destino de Hitler, muito embora já tenha ouvido em diversas palestras que este foi mantido em isolamento numa esfera inacessível do umbral, este livro expressamente menciona a sua retirada do planeta Terra, como algo que ocorreu tão logo após o seu desencarne.
Fora algumas dúvidas que tive em relação ao que ele narra como uma visita de um espírito da Terra a um planeta muito mais avançado, de onde teria sido jubilado... Não achei que isso seria viável dado tamanha discrepância entre o nível evolutivo do espírito e do planeta em questão, que seria um mundo superior, muito mais avançado na escala evolutiva do que a Terra.
Bem, tenho dúvidas e ponto, mas acho que mesmo quando um livro levanta dúvidas, de alguma
maneira, é porque nos fez refletir sobre a doutrina, o que por si só já é muito bacana!
Fica a dica de mais um livro sobre este tema tão interessante!
Obrigada, prima! Vc acertou em cheio na temática! Adorei o presente!
Obrigada, prima! Vc acertou em cheio na temática! Adorei o presente!
Até a próxima!
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Na onda da Turquia!
Esse negócio de novela internacional é muito engraçado!
Lembro que na época daquela novela "caminho das Índias" me deu uma vontade danada de ir para lá, como não fui, aproveitei para ler o "comer, rezar e amar" e passear um pouco por lá! Amei o livro da Elizabeth Gilbert, vi o filme, com a Julia Roberts, e a vontade sossegou...
Eu nunca pensei em chegar nem perto da Turquia, mas sabe que de tanto ver e ouvir falar daquele passeio de balão pela capadócia já estou até curiosa?! As agencias de turismo agradecem, né? Minha chefe já está toda animada para conferir o que a Turquia tem de bom nas ferias dela!
Confesso que minha curiosidade, neste caso, não vai me levar tão longe (Miguel ainda não está pronto para o balão e tudo mais...), mas se der para conferir um pouquinho da Turquia sem sair do sofá, eu topo!
Eis que vagando pela livraria Argumento achei o livro da Tatiana Salem Levy, "A chave de casa", da editora Record. Ele ganhou o prêmio de literatura de Sao Paulo de 2008, segundo a contracapa, mas eu só tomei conhecimento dele agora, então, para mim foi uma novidade! E veio bem a calhar!
A personagem principal recebe do avô uma chave da casa onde ele morou na Turquia e decide ir até lá em busca das origens da família e de uma compreensão maior sobre como esse passado influencia seu presente.
A narrativa é diferente de tudo que já tinha lido. A própria personagem vai contando sua vida por uns flashes de memórias, sem explicar detalhes, apenas criando um cenário como se fosse exatamente isso: uma recordação. A partir desses momentos isolados vai se formando um quebra-cabeça que conta a relação dela com a mãe e com um homem que foi sua grande paixão, com todos os dramas e delicias destas relações nem sempre muito fáceis...
A parte da viagem à Turquia não foi o melhor do livro, as descrições deixam muito à imaginação, mas gostei de andar a esmo por Istambul nas palavras dela!
Acho que acabo me identificando um pouco com a busca dela, porque eu mesma já senti essa curiosidade de conhecer de onde meus avós vieram, o que seus olhos foram acostumados a mirar, quais os seus referenciais, o que os empurrou além mar, enfim, o que os trouxe para a vida na qual eu os encontrei quando vim ao mundo.
A gente acha que vai até lá e pronto. Vai entender tudo.
Não entende, não, mas pelo menos conhece aquilo de que só ouviu falar... Se identifica e passa a gostar daquele lugar, daquele povo, daquela paisagem que nunca tinha visto, mas que parece tao familiar! Isso não tem preço!
O livro me fez sentir um pouco essa emoção, principalmente, porque depois da Turquia ela chega a Portugal! Ali, finalmente, se encontra. Também, quem não se faz feliz em Lisboa?!
Achei um bom livro, surpreende, prende a atenção e nos leva por lugares interessantes, tem coisa melhor para um fim de semana chuvoso?
Fica a dica!
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Recomeço!
Esta semana o ano começa de verdade para mim!
O recesso forense terminou e voltei ao trabalho na segunda-feira!
Depois de tantos dias grudadinhos que dificuldade deixar o filhote novamente...
E assim começa tudo outra vez.
Este ano quero tudo diferente! 2012 foi intenso de todas as formas, sofrimento e felicidade extremos, um ano difícil do início ao fim...já estava mesmo na hora de ficar para trás. 2013 será um ano melhor, mais calmo, espero!
Com toda a confusão de fim de ano, mais o aniversário do Miguel, acabei não fazendo aquela retrospectiva básica do ano que passou, não joguei tarô, não li os búzios, não tirei as runas, nem mesmo pensei em uma meta para o ano novo...a única coisa que pedi a Deus na virada do ano foi saúde, mesmo assim porque estava sentindo que o desequilíbrio físico era inevitável!
Só agora que a vida volta ao normal é que consigo pensar no que passei e decidir o que quero para o futuro que já chegou: quero ser melhor.
O ano só será melhor se eu for uma pessoa melhor!
E preciso começar sendo melhor para mim mesma. Sinto uma necessidade urgente de cuidar melhor de mim. Odeio ir ao medico, mas esse ano eu vou. Detesto fazer dieta, mas este ano vou comer melhor (sem cortar nada radicalmente, apenas tentando incluir hábitos mais saudáveis). Odeio academia, mas vou escolher uma atividade física que possa fazer à noite.
No ano passado eu pensei o tanto nos outros, na felicidade do outros, na opinião dos outros, na aprovação dos outros...que deu tudo errado! Claro! Preocupação demais com o outro e nenhuma consigo mesma é insatisfação garantida!
Preciso estar bem comigo para conviver bem com o mundo.
As divergências sempre vão existir na vida em relação, mas elas não precisam ganhar uma proporção exagerada pelas expectativas frustradas, pelas cobranças desnecessárias e pela insegurança generalizada.
O desgaste de tentar controlar tudo, acertar tudo, é sempre em vão quando parte de um esforço solitário e, no fim, acaba sendo confundido com um gesto totalitário.
Em 2013, eu quero ser melhor, viver melhor, conviver melhor...quero respirar fundo, abrir as jaelas e recomeçar.
O texto do mulher 7x7 de Isabel Clemente me ajudou a esfriar a cabeça e me deu um alento nessa difícil meta que escolhi para mim.
Segue a dica para quem ainda está em ritmo de ano novo!
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