quarta-feira, 11 de maio de 2011

Lavando a alma nos livros!!

tumblr_lkyrprUMYz1qb9pa3o1_500.gif
(GIF - imagens em movimento)

Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras...bem, para ser sincera, eu sou do time das mil palavras! 

No entanto, gostei tanto do que essa animação me transmitiu que resolvi passar adiante! Voltando do trabalho, feliz da vida, peguei meu livro e pensei como me sinto de alma lavada lendo... (acho que só sinto paz semelhante quando estou na praia vazia em plena quarta-feira, depois das 16h, já me aconteceu, mas é muito raro!). Que sensação inebriante, deixar a chuva de palavras nos invadir de sentido, atordoando preconceitos, relembrando momentos, concatenando idéias, inundando vazios, enfim, nos transformando em pessoas melhores. 

Imagem retirada do blog "A biblioteca de Raquel", da Raquel Cozer, no site do Estadão. (adoro!)

No fundo, confesso, também estava doida para testar um post com imagem, agora já sei como fazer para dar certo! A melhor técnica de aprendizado para mim continua sendo a lusitana:  a das infinitas tentativas até funcionar... Sou o orgulho da dupla nacionalidade, o laço Brasil-Portugal em pessoa, graças a Deus! hahahaha...


Domínio Público!

Hoje vou estrear o estilo fast post só para dar uma super dica que recebi por e-mail da minha tia Maria e que pode ser útil para todos. Há algum tempo já tinha ouvido falar deste site do governo disponibilizando algumas obras que já caíram no domínio público, mas por pura preguiça não tinha acessado ainda, quando recebi o e-mail da minha tia, hoje de manhã, finalmente fui conferir e adorei! Eis que há uma sessão com a obra completa de Machado de Assis (que saudade, desde a escola não sei por onde anda meu "Dom Casmurro"!). Dá para fazer o download e ler no seu laptop, IPad, IPhone, tabs e androides diversos... então, não tem motivo para não ler! Achei a dica excelente, inclusive, para quem tem filhos na fase escolar, pois é uma ótima fonte de pesquisa para os trabalhos de literatura! Para quem gosta de poesia, tem coisa melhor que Fernando Pessoa? A obra completa destes e outros grandes autores gratuitamente ao acesso de um clique, é por aí que tem início a democratização da cultura! Achei tão bacana que não resisti e resolvi postar correndo. Visita lá: http://www.dominiopublico.gov.br/ e depois comenta aqui!

Boa leitura!!

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das mães!!!

Carta às mães:

Afinal, o que é esse tal de instinto maternal? O que é que faz de algumas mulheres tão mães?? O ato de gerar a vida não tem nada a ver com isso, meu questionamento está muito além do mundo físico... o que me pergunto é o que transforma uma mulher em mãe, aquele ser devotado à felicidade de um outro ser, que pode ter sido ou não gerado por ela. Genitora é um conceito simples e matemático como 1+1=2, mas maternidade é uma noção bem diferente. Andando pelo mundo, neste dilema feminino do séc. XXI: filhos, ter ou não ter, eis a questão!, me deparei meio sem querer com a imagem da Pietá (que na minha ignorância não sabia que ficava na Basílica de São Pedro). Ali compreendi que maternidade é um chamado, não só do relógio biológico, mas da alma. Quando minha mãe falava que me criava para o mundo, eu achava a maior graça e ria... mas a beleza da maternidade está exatamente nisso: na renúncia, na capacidade de criar, educar, instruir, amar mais do que tudo uma vida, sabendo que ela vai tornar-se independente, vai fazer as próprias escolhas, vai seguir um caminho só dela, que nem sempre é aquele que estava no script original. Olhando para Pietá, senti um amor profundo por todas as mães (que deve emanar dela, porque nem sei se sou capaz de amar assim). Sempre digo "eu te amo"para minha mãe, mas não posso perder a oportunidade de dizer novamente aqui no blog, até porque ninguém fica mais empolgada que ela com esses posts (muito engraçado!!): mãe, vc não existe!!! Te amo muito!!! Obrigada por todas as renúncias, por tudo, sempre!!!

Para celebrar o dia das mães escolhi compartilhar um texto da Lya Luft, uma de minhas autoras favoritas.  Divirtam-se!

A canção de qualquer mãe
"Filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei
ou mereci ou imaginei ter"
Que nossa vida, meus filhos, tecida de encontros e desencontros, como a de todo mundo, tenha por baixo um rio de águas generosas, um entendimento acima das palavras e um afeto além dos gestos – algo que só pode nascer entre nós. Que quando eu me aproxime, meu filho, você não se encolha nem um milímetro com medo de voltar a ser menino, você que já é um homem. Que quando eu a olhe, minha filha, você não se sinta criticada ou avaliada, mas simplesmente adorada, como desde o primeiro instante. 

Que, quando se lembrarem de sua infância, não recordem os dias difíceis (vocês nem sabiam), o trabalho cansativo, a saúde não tão boa, o casamento numa pequena ou grande crise, os nervos à flor da pele – aqueles dias em que, até hoje arrependida, dei um tapa que ainda agora dói em mim, ou disse uma palavra injusta. Lembrem-se dos deliciosos momentos em família, das risadas, das histórias na hora de dormir, do bolo que embatumou, mas que vocês, pequenos, comeram dizendo que estava maravilhoso. Que pensando em sua adolescência não recordem minhas distrações, minhas imperfeições e impropriedades, mas as caminhadas pela praia, o sorvete na esquina, a lição de casa na mesa de jantar, a sensação de aconchego, sentados na sala cada um com sua ocupação.
Que quando precisarem de mim, meus filhos, vocês nunca hesitem em chamar: mãe! Seja para prender um botão de camisa, ficar com uma criança, segurar a mão, tentar fazer baixar a febre, socorrer com qualquer tipo de recurso, ou apenas escutar alguma queixa ou preocupação. Não é preciso constrangerem-se de ser filhos querendo mãe, só porque vocês também já estão grisalhos, ou com filhos crescidos, com suas alegrias e dores, como eu tenho e tive as minhas. Que, independendo da hora e do lugar, a gente se sinta bem pensando no outro. Que essa consciência faça expandir-se a vida e o coração, na certeza de que aquela pessoa, seja onde for, vai saber entender; o que não entender vai absorver; e o que não absorver vai enfeitar e tornar bom.
Que quando nos afastarmos isso seja sem dilaceramento, ainda que com passageira tristeza, porque todos devem seguir seu caminho, mesmo que isso signifique alguma distância: e que todo reencontro seja de grandes abraços e boas risadas. Esse é um tipo de amor que independe de presença e tempo. Que quando estivermos juntos vocês encarem com algum bom humor e muita naturalidade se houver raízes grisalhas no meu cabelo, se eu começar a repetir histórias, e se tantas vezes só de olhar para vocês meus olhos se encherem de lágrimas: serão apenas de alegria porque vocês estão aí. Que quando pareço mais cansada vocês não tenham receio de que eu precise de mais ajuda do que vocês podem me dar: provavelmente não precisarei de mais apoio do que do seu carinho, da sua atenção natural e jamais forçada. E, se precisar de mais que isso, não se culpem se por vezes for difícil, ou trabalhoso ou tedioso, se lhes causar susto ou dor: as coisas são assim. Que, se um dia eu começar a me confundir, esse eventual efeito de um longo tempo de vida não os assuste: tentem entrar no meu novo mundo, sem drama nem culpa, mesmo quando se impacientarem. Toda a transformação do nascimento à morte é um dom da natureza, e uma forma de crescimento.
Que em qualquer momento, meus filhos, sendo eu qualquer mãe, de qualquer raça, credo, idade ou instrução, vocês possam perceber em mim, ainda que numa cintilação breve, a inapagável sensação de quando vocês foram colocados pela primeira vez nos meus braços: misto de susto, plenitude e ternura, maior e mais importante do que todas as glórias da arte e da ciência, mais sério do que as tentativas dos filósofos de explicar os enigmas da existência. A sensação que vinha do seu cheiro, da sua pele, de seu rostinho, e da consciência de que ali havia, a partir de mim e desse amor, uma nova pessoa, com seu destino e sua vida, nesta bela e complicada terra. E assim sendo, meus filhos, vocês terão sempre me dado muito mais do que esperei ou mereci ou imaginei ter.
Coluna de Lya Luft na Revista Veja, Edição 2164, (12/05/2010).

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novidade italiana!!



Não é de hoje que os italianos fazem o maior sucesso por aqui! Quem não se arrisca a desafinar ao som de Eros Ramazzotti, Lucio Battisti, Laura Pausini, Alex Britti (ai, esse é meu favorito!!! suspiros...)?! Agora, as românticas de plantão podem mergulhar na leitura de um autor italiano ainda pouco conhecido no mercado literário brasileiro: Frederico Moccia. Seu primeiro livro, intitulado: “ Três metros acima do céu” (já editado no Brasil pela Rocco), depois de inúmeras negativas de editoras italianas foi lançado de forma independente na Itália e acabou sendo o maior sucesso!!! Na terra de Michelangelo seus livros estão vendendo tanto que viraram filmes e inspiram legiões de fãns apaixonados a viverem suas cenas na vida real... Os vários cadeados pendurados na Ponte Milvio, em Roma, (acredite se puder) podem ser atribuídos a uma situação narrada em seu livro, copiada por casais apaixonadíssimos. Sabe como é, romance, na Itália, tem que ser dramático! Não conto a história do cadeado de propósito...curiosidade mata, melhor ler, hein?! Bom, eu li este primeiro livro em português e trouxe os outros da minha viagem à Itália no ano passado. Como minha leitura em italiano é mais lenta (confesso que não me dediquei tanto quanto gostaria às aulas do idioma), só deu tempo de ler mais um: “Scusa, ma ti chiamo amore”. Olha a ironia do destino: quando terminei de ler descobri que já foi traduzido para o português por outra editora, a Planeta do Brasil... Achei que era um sinal: esse seria meu primeiro post aqui no Blog! O livro é um romance leve, entre um publicitário de 37 anos, sem ideias, e uma adolescente de 18 anos, com ideias de sobra!! Muito divertido, de fácil leitura, com um cenário maravilhoso: Roma! Quem já esteve lá, ao ler, vai revisitar lugares deliciosos, como o Café Sant' Eustachio, a sorveteria Alaska, além dos tradicionais pontos turísticos, como a famosa fontana di Trevi, locais pelos quais os personagens nos levam pela mão, como quem vai ali na esquina... Quem ainda não esteve na cidade não pode perder a oportunidade de visualizá-la nas páginas deste jovem autor! Entre muitas coisas que me impressionaram positivamente neste livro destaco a noção de felicidade que ele tenta transmitir de um ponto de vista bem despretensioso, sem encarar ela como uma meta a ser atingida, mas um estilo de vida, algo que se constrói no dia-a-dia, seja no casamento ou na vida profissional… Aquela visão de felicidade no estilo comercial de margarina só nos faz cada vez mais frustrados, como o coelho correndo atrás da cenoura pendurada a sua frente, por isso, fico feliz quando leio qualquer coisa que dissemine uma ideia mais realista sobre a vida, sem perder o bom humor. A grande novidade é que a Planeta do Brasil acaba de lançar por aqui a continuação da história de Niki e Alex, que recebeu o título: “Desculpa, quero me casar contigo”. Vamos combinar, o nosso idioma nāo favoreceu o autor... esse título ficou meio esquisito, também achei, mas gostei tanto dos anteriores que estou louca para terminar de ler o próximo! O único problema é que estou lendo em italiano, então, por mais que eu queira comentar, isso pode demorar um pouco....rsrsrsrsrs. Neste livro, ele aborda temas mais relacionados à vida conjugal, desta vez, questionando se entre 4 paredes existe mesmo aquele "felizes para sempre" ou se a tal crise dos sete anos chega mais dia menos dia… (que medo, ainda estou nos quatro aninhos de casada!). Quem sabe falo deste livro em um próximo post??

E vc, já leu alguma coisa deste autor? Recomenda algum livro legal de outro autor italiano?? Comenta aí...

Arrivederci!!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Meus primeiros lidos!

Na vida, toda primeira vez acaba gerando um friozinho na barriga... mas para ser sincera, adoro isso! Não sei bem em que ponto da minha infância decidi pegar um livro para realmente ler, mas me lembro de ser muito pequena quando ouvi minhas primeiras histórias, assim entre uma colher e outra de feijāo, numa cozinha amarela e azul da casa da minha avó Dulce, na Rua Fausto Barreto, em Sāo Cristovāo, no Rio de Janeiro. Era ela a narradora de minhas primeiras aventuras, como chapeuzinho vermelho, como a menina que buscava a māe mais bonita do mundo ou Dona baratinha...com seu dinheiro na caixinha! Nas histórias de vovó viajei pelo mundo do faz de conta como se eu fosse a personagem principal de um roteiro com final feliz... e na busca de novas e belas aventuras, como as que ela me fazia imaginar, foi que me descobri leitora! Folheando os livros da minha mãe, lembro de pensar: "de onde saem todas as coisas??" Os volumes sempre pareciam se multiplicar e ela nunca terminava de ler...eu ficava curiosa. De repente, nāo mais que de repente, decidi juntar-me a ela na livraria (onde descobri que brotava esse tal livro): aí, rapidamente virou vício... sem me dar conta, já estava lendo Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ziraldo, mais tarde, li Machado de Assis, na escola, e me perguntava pra que estudar matemática para a prova de hoje se posso adiantar a leitura do livro do próximo semestre?! hahahahaha.... Logo, logo, até romances de jornaleiro da Nova Cultural eu leria!! Bem mais tarde, descobri que poderia ler até o que era enviado do além... foi quando descobri os livros de Chico Xavier... e por aí vou eu, lendo de tudo sem preconceito, apenas no afã de ser novamente a personagem do inimaginável, mergulhando num mundo que só eu posso construir porque, no fim das contas, cada leitor é autor de sua própria versão da história! E é justamente por isso que ler é tão legal!! Este blog é um espaço em que eu pretendo comentar minhas aventuras... o que leio a cada semana, minhas opiniōes e sentimentos sobre o tema, enfim, um lugar onde posso escrever sobre o que li e dividir com outros apaixonados a maravilhosa experiência da leitura! Por isso mesmo, ele é dedicado às duas mulheres que inspiram todos os meus escritos e lidos: Dulce (in memoriam) e Rosane (minha mãezona, co-blogueira de plantão, assessora para comentários sobre livros espíritas e outros assuntos femininos...). Quem sabe não existe mais alguém, por aí, querendo fazer parte deste blog... é só ler e comentar!!! Vamos começar?