quarta-feira, 20 de maio de 2015

O casamento!

  Quem é que não gosta de casamento? vestido de noiva, bolo, fotos, tudo me atrai neste tema...acho sempre lindo do mini ao big wedding! 

  Por isso quando passei por este título do Nicholas Sparks, "O Casamento", da editora Arqueiro, não tive a menor dúvida. Comprei sem ler a contracapa. 
Tive uma grata surpresa: o livro é uma espécie de continuação do maravilhoso "Diário de uma paixão", do mesmo autor.
  Para quem, como eu, não conseguia parar de ler o primeiro este é uma gostosa passagem pela vida dos dois personagens que tangencial a vida dos protagonistas daquele primeiro livro. Isso porque é a história sobre o casamento de uma das filhas do casal e de como este relacionamento busca inspiração na vida dos pais dela para sobreviver à rotina, depois de uma vida inteira juntos.
  É um romance diferente dos que já tinha lido até então.
  Em primeiro lugar os personagens já estão em uma faixa etária mais avançada e, ao contrário da maioria dos romances que a gente vê por aí, não estão vivendo uma louca paixão, nem acabaram de se conhecer, mas sim começam a duvidar da própria capacidade de amar além dos obstáculos impostos pelo tempo.
  Com filhos criados e já estabilizados financeiramente, o marido se dá conta do distanciamento entre ele e sua esposa, bem como em relação às pessoas que já foram, há anos atrás quando se conheceram, e decide mudar pequenas atitudes a fim de reconquistarem um ao outro.
  A sua luta para fazer renascer o amor de sua esposa com coisas tão simples, como um jantar, um álbum de fotografias, uma carta ou uma celebração inesperada, tudo isso é tão fofo que dá vontade de ler o livro todo até o fim, sem parar um minuto.
  Eu adorei em especial a narrativa que vai do momento presente voltando no tempo e contando aos poucos detalhes da vida que construíram juntos. 
  É como se fosse uma história narrada de trás para frente.
  Vale a pena a leitura, se vc é uma romântica inveterada como eu!

domingo, 8 de setembro de 2013

Coisa Minha

Coisa Minha

O teu rosto,
a minha cara.

Teu sorriso,
Minha alma.

Teu olhar, só teu,
Mas tudo mais é meu.

Meu filho,
Coisa minha,
Nosso amor
há de sempre mesclar
tua infância na minha.


Domingo, no parque,
tua mão na minha.

Contigo, sou mãe menininha...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Bienal para pequeninos!

Ano de Bienal do livro, que coisa boa!

Apesar de ser presença confirmada em todas, desde sempre, este ano fiquei na dúvida...não dava para ir e deixar meu pequeno para trás, então, me perguntei será que ele vai curtir? será que vale a pena levar uma criança de 1 ano e oito meses neste evento tão cheio etc...

Falei com a minha amiga Rose, que levou o sobrinho mais ou menos da mesma idade, e ela me garantiu que ele curtiu muito...como  o Artur é do mesmo tipo do Miguel (levado e curioso), me armei de coragem e paciência, mandei o "seja o que Deus quiser" e fui!

Tomei a decisão certa!

Esse post é uma injeção de ânimo nas mães que como eu ficaram na dúvida!

Para começar, fui de carro e estacionei bem perto da entrada (R$ 18,00, por 10h) pois chegamos cedo (abria às 09h, chegamos às10h, de ingresso na mão, comprado na loja South com antecedência, por R$ 14,00 a inteira). Criança com menos de 1m não paga.

Logo na entrada tinha um carrinho para alugar e ele adorou o vermelho (só porque o dele é azul, claro). O carrinho vale cada centavo! R$ 12,00 por hora, mas como eu não fiquei muitas horas, nem ficou caro. Ele tem um ótimo compartimento para compras, assim não carreguei nada nas mãos. A mochila ficou pendurada nele, mas bem a mão, para água, suco etc... No final do passeio, confesso que foi um tal de desculpe e dá licença pra todo lado, porque estava muito cheio e o carrinho é meio trambolho...
mas deixa pra lá!



Miguel não ficou muito tempo no carrinho, quis andar, foi no colo de todo mundo que acenou com novidade e como de manhã ainda estava bem vazio, sentava no chão onde bem entendia e brincava com os livros, no estilo test drive. Quando ele saía do stand com um escolhido na mão eu entendia o recado: ele iria levar para casa. Sorte que tinha muitas bancas com promoção infantil. 






Aí vão as dicas de compras:

Quem tem bebês de colo, com menos de um ano, deve investir em livros de pano e de banho, como estes que o Miguel só quis porque era do Peixonauta (desenho que adora no momento) e eu morri em R$ 40,00, por algo que sei que ele já nem está ligando muito na hora de tomar banho...rsrsrsrs



Para os bebês da faixa de um aninho, a Galinha Pintadinha é um hit, estava lá em pessoa recepcionando os fãs, para alegria do Miguel, que ficou extasiado no stand da Melhoramentos e até fez pose para fotos. É mole?



Com quase dois anos, já interessado em pintar e desenhar, ele demonstrou interesse nestes livros de atividades, então, comprei porque estava muito baratinho, (entre R$1,00 e R$ 9,90) mas sei que vou pintar mais que ele...porque são para a faixa etária de 3 anos.





O que mais desperta o interesse dele sem dúvida são os livros sonoros, com música ou som de bichinhos integrados à história. Ele ama apertar os botões e quando gosta muito de um não quer nem virar a página para ver no que vai dar, fica repetindo o mesmo som sem parar e rindo.

Este da Galinha Pintadinha custou R$ 29,90:



Estes da Ciranda Cultural estavam muito baratos, apenas R$ 5,00.



Como eu adoro aqueles contos clássicos de antigamente que todo mundo ouviu da vovó, ele levou alguns destes com páginas plastificadas e bem coloridas, mas muito leve e gostoso de manusear. (Acredite se puder, R$ 5,00 cada, também Ciranda Cultural).



Por fim, ele queria porque queria um livro de pop ups, mas acabei não comprando porque as folhas eram de papel bem frágil, não duraria nada nas mãozinhas dele... Esse tipo de livro não recomendo de jeito nenhum para a faixa etária dele, sempre terminam rasgados poucos minutos depois de ganhar. Eu fico uma fera e ele triste...não compro mais nada que não tenha páginas duras ou reforçadas, como plastificadas, por exemplo.

Escolhido 100% pela mamãe, só o da Pé da letra que também recomendo, pois o stand está cheio de coisas lindas e bem legais, mas foi um pouco mais caro, acho que cerca de R$ 25,00. Quem resiste ao "menino que devorava livros"com passaporte da leitura incluído? Achei um negocião, como diz meu maridinho...





Enfim, se vc pode levar seu pimpolho, não perca tempo! Se tem alguém para presentear, é um bom negócio, aproveite os descontos atraentes para os bolsos dos adultos!

Compartilhar uma grande paixão com seu pequeno não tem preço!

Bienal, sua fofa, obrigada por cativar meu filhote, já estou ansiosa pelo nosso próximo encontro!


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Presentes de uma mãe leitora!

O que dar para uma mãe que ama ler??

Hummmm....deixe-me ver, que tal um livro??

Esta deve ser a primeira linha de raciocínio do meu marido, que atualmente compra meu presente de dia das mães!

Daria tudo certo se ficasse por aí, mas acontece que ele fica na dúvida sofre um pouquinho e vai aparecendo em casa com tudo quanto é presente possível: começa com livro, porque não tem erro, passa pelo DVD bacana, acerta sempre nos CDs (Maria Bethânia, Luiz Miguel, só coisa garantida!) e termina com um sapato caríssimo de uma loja na  qual eu nunca entraria...que não cabe no meu pezinho 38/39, mas como tudo começou com um livro, claro que ele está perdoado pelo que deu errado depois!

Enfim, esta semana quero comentar um presente do meu maridinho que foi nota dez, porque assim serve de dica e estímulo para os próximos): o fofo "Lições de Francês", da Ellen Sussman, editado pela Casa da Palavra.

Trata-se de um romance entre dois professores de francês que, em aulas nada ortodoxas pela cidade de Paris, acabam encontrando nos seus alunos o reflexo do que realmente sentem um pelo outro...conversando com estrangeiros, pessoas literalmente "de fora", se dão conta dos próprios sentimentos, deixam aflorar a paixão que sentem um pelo outro e compreendem o que desejam e o que podem ter juntos.

É muito interessante porque a história dos dois é narrada e analisada no contexto de aulas de francês muito inusitadas, que acontecem entre em passeios pelos Jardins de Paris, em filmagens para o cinema ou em um café na esquina, com todo um cenário especial que vem com ela, afinal, é uma esquina de Paris!

Ao mesmo tempo, por conter um ponto de vista de quem não faz parte daquela realidade, ou seja, os comentários da perspectiva dos "alunos", com uma bagagem e trajetória totalmente diferentes e que só estão de passagem...o livro se torna muito mais interessante.

Adorei o livro, pelas personalidades tão diferentes que ele coloca em contraste por tudo que fica em aberto, para que o leitor preencha o roteiro como sua imaginação mandar...

Ainda por cima, foi uma ótima forma de treinar meu parco francês...já que a tradutora teve a delicadeza de deixar algumas expressões mais significativas neste idioma, mantendo o sentido que a autora provavelmente quis dar à cena no original.

Foi uma leitura deliciosa.

Acertou em cheio neste presente, amor! Obrigada!

Único problema: agora fiquei com aquela vontade de reunir eu, vc e Paris novamente!

Para quem curte um clima Parisiense, olha que capa gostosa:



http://novo.casadapalavra.com.br/livros/515/Licoes+de+frances#.UZEnT44xmI4


Uma Nova Era!!

Este é um post atrasado...mas por um ótimo motivo!

Em 28 de abril fui com papai e mamãe a uma palestra do Divaldo Franco, aqui no Riocentro, promovida pelo MAP - Movimento do Amor ao Próximo. O tema era "OAmanhecer de uma Nova Era" e o conteúdo foi exatamente o que o tema prometia: um banho de esperança e muitas vibrações positivas para quem está enfrentando estes tempos de mudanças tão intensas sem se deixar levar pelos extremos a nossa volta!

Olha aí a prova do crime, meu pai e minha mãe, todos felizes e lindos de crachá e tudo!! Um domingo maravilhoso!!




O que eu não sabia era que o tema era, na verdade, o título de um novo livro do Divaldo, ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, editado em fins de 2012 pela Leal Editora.

Eu queria devorar meu exemplar devidamente autografado e comentar correndo, porém...

Eis o motivo do atraso: como entrei de férias este mês (oba!!), me dei ao luxo de só ler por puro prazer, entre parquinhos e passeios com meu filhote, portanto, sem pressa nem de comentar... e nessa onda "deixa a vida me levar"estou lendo uns 3 livros ao mesmo tempo e não estou postando nada.....Too Bad!!!! kkkkkkkkk

Bem, prometo me redimir postando tudinho...mesmo que atrasado :-)

Para quem leu "Transição Planetária", também do Divaldo, ditado pelo mesmo espírito, a lembrança do Rabino que liderava uma verdadeira legião de espíritos nas regiões umbralinas permanece vívida na memória. Esta história é retomada neste segundo livro, no qual, a entidade acaba liderando um "ataque" a uma casa espírita que recebe toda ajuda necessária, inclusive, para o resgate deste espírito e muitos dos seus aliados que eram, na verdade, subjugados por longos processos de culpa e degradação que acabam por anular a própria personalidade. 

O livro não trata apenas da continuação da trajetória deste espírito, mas sim de todo um processo de organização dos espíritos encarregados de nos auxiliarem na nossa própria trajetória rumo a uma Nova Era. 

Isso, porque esta não se fará de fora para dentro, somente por meio de catástrofes ou qualquer outro evento de impacto, mas sim de dentro de cada um de nós para o mundo como um todo. A maior mensagem deste livro, na minha modesta opinião, foi que toda ajuda está a caminho, mas além de pedir por ela, é preciso abrir as portas e janelas para que ela nos alcance em nosso íntimo, fazendo brotar a gentileza e a compreensão, no lugar das mágoas e ressentimentos que nos embrutecem a alma.

Então, como diz aquela canção já batida para os que, como eu, estudaram em colégio católico...

"Abra bem as portas do seu coração e deixe a luz do céu entrar..."!

Amei o livro, em especial, as mensagens ditadas por Bezerra de Menezes e por São Francisco, todas muito lindas!

Destaco uma passagem de uma oração realizada por Francisco de Assis e transcrita já no final do livro, às págs. 238/239, por que penso que ela sintetiza tudo que precisamos neste momento:

"Divino Pastor das almas terrestres!

Vinde, por misericórdia e compaixão, ao abismo onde nos encontramos, a fim de retirar-nos das escarpas em que seguramos antes da queda total. 
Transformai a vossa cruz de amor em ponte que nos alcance do tremedal ao planalto salvador, facultando-nos a libertação.
Distendei  vossa coroa de espinhos transformados em elos fortes da corrente de segurança para que unam a nossa à vossa sublime existência.
Alargai o vosso olhar sobre a Terra em transição dolorosa, de modo a diminuir as dores que se generalizam e a todos alcançam, convidando aqueles que choram à reflexão em torno do excelso bem, neles inspirando o anelo pela paz e pela ventura que logo mais tomarão conta do planeta. (...)
Tomai dos nossos mais nobres pensamentos e entretecei a grinalda de sabedoria que nos deve exornar a fronte, auxiliando-nos em todas as decisões imortalistas.
Santo, que sois, conferi-nos a vossa bênção de carinho, a fim de que o nosso roteiro de urzes transforme-se em senda de sublimação.
E perdoai-nos a pequenez e a pobreza em que ainda nos encontramos, sem possuirmos nada para oferecer, exceto o próprio ser a serviço do vosso Nome"

Para que dizer mais??

Fica a dica de uma leitura renovadora:



quarta-feira, 24 de abril de 2013

Catarina!

Este nome sempre me passou uma força inexplicável: Catarina.
Não gosto especialmente dele, não acho que colocaria na minha filha, mas ele me diz alguma coisa.
O título deste livro: "Catarina, A Grande: Retrato de uma Mulher" (de Robert K. Massie, editora Rocco, 2012.) me atraiu imediatamente.
Trata-se da biografia de Catarina, imperatriz da Rússia, a última mulher a governar este enorme império gelado e cheio de contradições no séc. XVIII (por 34 anos, by the way!)
Apesar da aparente fortaleza, a princesa alemã que chegou à Rússia como Sofia e terminou seus dias como Catarina, a Grande, era uma menina idealista que sonhou até o fim dos seus dias com o amor.
Esta é a minha percepção do livro.
Escrito por um homem, o livro narra seu casamento fracassado (ela permaneceu virgem por nove anos depois de casada) e seus sucessivos relacionamentos extraconjugais como uma excentricidade desta mulher à frente do seu tempo, mas os trechos e transcrições de suas memórias deixam entrever a sua busca por um romance que durasse para sempre...
Em seus escritos (que provavelmente nem deveriam ser lidos de tão íntimos) ela diz com todas as letras ser incapaz de sobreviver um só dia sem amor. Não era o sexo que fazia falta ou levava ao fim de cada relacionamento, mas tudo aquilo que faz uma mulher se sentir amada: companherismo, cumplicidade, carinho e calor humano. Tem coisa mais feminina do que sonhar com o amor para toda vida?
Ela tomou o poder de assalto do verdadeiro herdeiro, seu marido complexado e infantil, levado a renunciar ao trono, mas se redimiu quando fez reformas, avançou fronteiras, colecionou obras de arte, comprou bibliotecas inteiras, construiu cidades e portos, criou universidades e, ao menos, tentou melhorar as condições de servos russos (se é que há alguma diferença entre servidão e escravidão, o que não ficou muito claro para mim até agora...).
Achei interessante perceber que ela foi contemporânea de Maria Antonieta e foi profundamente afetada pelo trágico destino da família real francesa. Suas idéias progressistas advindas dos mestres iluministas com quem mantinha constante correspondência (muitas transcritas no livro) e sua admiração por Montesquieu e seu "absolutismo moderado" são refreados pelo medo de seguir o mesmo caminho que levava à Guilhotina uma rainha que parecia tão acima do bem e do mal em sua época.
São cerca de quinhentas páginas que misturam sonhos, expectativas e frustrações de uma mulher que amadureceu cedo demais (casou-se com 15 anos, tadinha....), ambicionou tudo, concretizou muito, mas não venceu seu sentimento de rejeição, não conseguiu o sucesso mais importante para uma mulher, o sucesso nas relações familiares.
Nunca conseguiu ter um bom relacionamento com os filhos (foram tirados dela assim que nasceram e depois obrigados a conviver com seus amantes) e ainda teve que entregar um deles à família do amante porque já não tinha como justificar a gravidez porque não mantinha relações com o imperador.
Ela tentou amar de todas as formas; mais do isso, tentou se fazer amada, comprando favores com presentes e indicações a títulos de nobreza impensáveis aos seus "queridos amigos", mas no fim das contas suas tentativas não pareciam prosperar...apenas atraíam interesses diferentes.
Apesar de tudo, não morreu uma mulher amarga. Longe disso, teve uma longa vida em que sempre demonstrou grande capacidade de rir de si mesma (e de tudo o mais).
Em uma carta para Grimm, aos 64 anos, já no entardecer da vida, ela escreve: "Há provas da velhice e eu sou uma delas. Mas, apesar disso, gosto tanto quanto uma criança de 5 anos de brincar de cabra cega, e os jovens, inclusive meus netos, dizem que as brincadeiras são muito mais alegres quando brinco com eles. E ainda adoro rir."
No fim, o retrato é mesmo de uma grande mulher, mas de um ser humano antes de tudo.
O livro recebeu o prêmio Pen/ Jacqueline Bograd Weld 2012 de melhor biografia publicada nos EUA em 2011.
É uma ótima dica, mas para quem tem um maridinho compreensivo, porque vc não vai querer parar de ler para nada! nadinha mesmo....e são 500 páginas....rsrsrsrsrsr
Um bom presente para o dia das mães se a sua curte história ou pretende dar uma voltinha pela Rússia, porque o livro descreve paisagens e cenários de uma corte deslumbrante...

(foto de Catarina, a Grande, retirada da Wikipedia)

                                  (vestido da Catarina da Russia, foto tirada do Tripadvisor)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Uma biografia e um romance!

Sabe aquele livro gostoso de ler?

Esse domingo chuvoso (tudo tem seu lado bom...) me fez devorar uma biografia deliciosa: "Condessa de Barral: A paixão do Imperador", de Mary Del Priore, editora: Objetiva.

Fui conquistada pelas primeiras duas páginas do livro que trazem o teor de cartas trocadas por D. Pedro II e sua Condessa de Barral.

O livro é uma mistura de escritos trocados pelos dois e de muitas informações garimpadas em diários e documentos oficiais de pessoas a estes ligados durante o período de sua convivência.

Ao contrário do romance tórrido entre D. Pedro I e sua Marquesa de Santos, recheado de escândalos que fazem história literalmente, o romance de que trata este livro é mais lúdico, platônico, muitas vezes só ganhando os contornos da imaginação, já que a comunicação possível se dava somente através de cartas que iam e vinham ultrapassando um oceano inteiro de distância!

A condessa chegou à família imperial brasileira por intermédio da irmã de D. Pedro I de quem foi dama de companhia na França. Recebeu a árdua tarefa de educar e preparar as filhas do imperador com todas as pompas e circunstâncias que deveriam cercar as princesas européias.

Como D. Pedro era um imperador extremamente culto e acompanhava de perto a educação das filhas...a proximidade entre ambos era inevitável.

A condessa, filha de dono de engenho que tornou-se diplomata, recebeu educação digna de qualquer homem da época, morando em diversas cidades européias ao longo da vida. Casou-se por amor, com um francês, nada ao gosto de seu pai, por não ser dotado de um patrimônio à sua altura.

É muito interessante entender as negociações e arranjos matrimoniais da época e ver como, em qualquer cenário, os sentimentos proibidos parecem sempre mais intensos...

O amor nascido entre o imperador e condessa ultrapassou oceanos, lutas pelo poder, inveja e ciúme, sendo sublimado pelo tempo, logo este, que pode ser tão cruel com as grandes paixões.

Mais do que a paixão do imperador, achei essa condessa uma grande mulher...

E aquela sensação de estar invadindo correspondências tão secretas e íntimas de um casal que permeia todo o livro acaba transferindo para  o leitor a delícia de viver um amor proibido!

Amei o livro!

Chuvinha gostosa! Valeu a pena passar o domingo em casa! :-)